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BC aprova superávit do setor público em setembro

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Túlio Maciel, avaliou hoje como "bom" e "positivo" o resultado do superávit primário do setor público (governo central, governos regionais e empresas estatais) consolidado em setembro. O superávit primário é a economia do governo para o pagamento dos juros da dívida pública. Segundo Maciel, o resultado de agosto havia sido um "pouco mais fraco" e, no mês passado, o valor voltou a melhorar e está "consistente com o cumprimento da meta ampliada".

FERNANDO NAKAGAWA E ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

31 de outubro de 2011 | 11h34

Maciel chamou atenção para o fato de que o setor público já cumpriu quase 82% da meta de primário para o ano, fato que reflete o aumento das receitas e também a acomodação das despesas. Segundo ele, as receitas têm crescido em 2011 a um ritmo de expansão de cerca de 20% na comparação com 2010. Já as despesas avançam com ritmo menor, de 10% na mesma base de comparação.

Diante do resultado observado até setembro, o setor público precisa realizar primário de R$ 23 bilhões até o fim do ano para atingir a meta de 2011. "Precisamos realizar primário abaixo do resultado de igual período do ano passado. Ou seja, precisa ser aquém do ano passado. Cabe lembrar que estamos com desempenho melhor que no ano passado. É uma situação confortável para atingir a meta", diz Maciel.

Dívida

A forte alta do dólar em setembro derrubou a dívida líquida do setor público (que abrange o governo central, os governos regionais e as empresas estatais)para o menor patamar da série histórica do BC para este indicador econômico. Dados do BC divulgados mais cedo informam que a dívida líquida fechou setembro em 37,2% do Produto Interno Bruto (PIB). O menor patamar da dívida até então era o de novembro de 2008, quando estava em 37,8% do PIB.

O dólar mais alto contribuiu para a redução da dívida em razão do seu impacto positivo nas reservas internacionais, que entram no cálculo da dívida como ativo do setor público.

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