BC argentino suspende 10 bancos de operações com câmbio

O Banco Central decidiu suspender as operações de 10 bancos no mercado de câmbio, dentre eles o Entre Ríos, Nuevo Banco de La Rioja, Bisel e Cetelem Argentina. A suspensão foi provocada pelo descumprimento da exigência do BC de que as instituições financeiras vendessem hoje mesmo o excedente da chamada Posição Geral de Câmbio entre 14 e 22 de março, como uma medida a mais para controlar a evolução do dólar no mercado livre de câmbio. O BC havia disposto que os bancos não podiam ter em sua Posição Geral de Câmbio mais de 5% da Responsabilidade Patrimonial Computável em dólares de sua carteira. Naquele momento, o BC firmou acordo com os bancos para criação de uma mesa de negociação para estabelecer o cronograma de devolução deste excedente, que ainda não tinha sido determinado. Porém, o BC decidiu que esta liquidação deveria ocorrer ainda hoje, caso contrário, os bancos não poderão operar no mercado de câmbio a partir de amanhã. Os 10 bancos foram suspensos porque não atenderam à determinação do BC.Vários analistas e consultores ouvidos pela Agência Estado foram unânimes no diagnóstico de que as novas medidas do governo argentino servem somente para frear a disparada do dólar num curto prazo. ?Não são sustentáveis a médio e longo prazo e não resolvem o problema da grave crise do país?, disse o ex-vice-ministro de Economia, Orlando Ferreres. ?Não se pode chamar as últimas resoluções de medidas, porque são apenas paliativos que não geram um efeito significativo sobre a realidade, não vão fundo na questão?, criticou o economista. O consultor de empresas Amadeo Vázquez, da Fundação Mediterrânea, afirmou que o governo deveria elaborar medidas que dessem segurança em relação ao futuro da economia com a mesma velocidade com que foram desenhadas as últimas resoluções do BC. Ele também acredita que, enquanto não for elaborado um novo esquema fiscal com as províncias para garantir superavit, ?não haverá credibilidade nenhuma sobre as medidas que este ou qualquer outro governo adote?.Leia o especial

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