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BC: arrecadação e desonerações geram superávit menor

A combinação de queda na arrecadação por conta da crise internacional e das desonerações feitas pelo governo para estimular a atividade econômica foram decisivas para a queda do superávit primário (economia que o governo faz para pagamento de juros da dívida) do setor público em fevereiro, na avaliação do chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes.

FABIO GRANER E CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

31 de março de 2009 | 13h51

Segundo ele, o superávit primário do mês passado foi o mais baixo para o mês de fevereiro desde 2005. Porém, a carga de juros de R$ 10,178 bilhões no mês passado foi a mais baixa para o período desde fevereiro de 2002. "O resultado (de fevereiro) de fato não é dos melhores", disse Altamir.

Para Altamir, ao longo do ano o governo deve começar a recuperar a arrecadação, por conta da melhora no nível de atividade econômica.

O setor público consolidado registrou um superávit primário de R$ 4,107 bilhões em fevereiro. No primeiro bimestre deste ano, o saldo primário ficou positivo em R$ 9,295 bilhões, ou 2% do Produto Interno Bruto (PIB) e, nos últimos 12 meses até fevereiro, o superávit primário ficou em R$ 99,704 bilhões, ou 3,43% do PIB. No primeiro bimestre, o superávit primário foi o mais baixo desde os dois primeiros meses de 2006, enquanto a despesa com juros foi a menor desde 2005.

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