BC: aumenta crédito para pessoa física

O volume médio de crédito para pessoa física no País aumentou 106,2% e o prazo médio para pagamento de empréstimos se dilatou, desde outubro de 1999. Além da redução dos juros e do spread (variação entre o custo de captação e de aplicação dos bancos), estes são os principais resultados do programa de redução de encargos para o consumidor final, lançado pelo Banco Central em outubro de 1999. "O primeiro ano do programa foi bem sucedido no seu objetivo de dar mais eficiência ao mercado financeiro", disse o presidente do Banco Central, Armínio Fraga.O saldo de empréstimos do sistema financeiro passou a aumentar de forma mais acentuada desde outubro de 1999, quando estava em R$ 53,154 bilhões. Um ano depois, este saldo já chegou a R$ 79,849 bilhões, ou seja, 50% a mais. Para as pessoas jurídicas, o crescimento foi de 20,2%, pulando de R$ 34,6 bilhões para R$ 41,6 bilhões. Já para a pessoa física, o volume de crédito em outubro passado estava em R$ 38,277 bilhões, pouco mais que o dobro dos R$ 18,562 bilhões de um ano antes. Tanto para as empresas quanto para os clientes comuns, o maior crescimento do crédito se deu para a aquisição de bens. Para os clientes comuns, o incremento chegou a 265,7%, passando de R$ 4,323 bilhões em outubro de 1999 para R$ 15,811 bilhões. O crédito pessoal para clientes comuns também teve um salto de 81,3% no período, contra um aumento de apenas 23,1% no cheque especial.Os prazos para pagamento também se cresceram. Desde junho, o tempo médio para pagamento pulou de 150,51 dias para 186,16 dias. As pessoas físicas aumentaram em 43 dias o tempo para pagar suas dívidas com os bancos. Em junho, elas tinham 217,15 dias para quitar os débitos e em outubro passaram a ter em média 260,26 dias. Para o cheque especial, o prazo caiu de 21,26 dias para 20,96 dias, enquanto o crédito especial aumentou o período de quitação médio de 174,6 dias para 178,78 dias.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.