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BC australiano eleva juro e sinaliza mais altas à frente

O banco central da Austrália elevou nesta terça-feira a taxa básica de juro em 0,25 ponto percentual, para 3,25 por cento, e sinalizou que mais aumentos podem estar por vir ao dizer que é seguro retirar o estímulo agora que o pior para a economia já passou.

WAYNE COLE, REUTERS

06 de outubro de 2009 | 11h34

A decisão do BC torna a Austrália o primeiro país do G20 a elevar o juro após o afrouxamento gerado pela crise global.

Foi a primeira alta do juro australiano desde março de 2008. O BC reduziu a taxa em 4,25 pontos percentuais durante a crise.

Pelos patamares históricos, a política monetária do país ainda é expansionista, segundo ressaltou o presidente do banco, Glenn Stevens, em comunicado pós-reunião.

"Com o crescimento provavelmente perto do potencial no ano à frente, com a inflação próxima da meta e com o risco de uma séria contração da economia da Austrália já para trás, a visão do conselho (do BC) é de que agora é prudente começar a diminuir gradualmente o estímulo fornecido pela política monetária", afirmou.

O PRIMEIRO

O movimento coloca a Austrália mais distante dos demais países desenvolvidos: o juro norte-americano é de 1 por cento, enquanto na Grã-Bretanha, no Canadá e no Japão a taxa está abaixo desse nível.

"É uma surpresa, evidentemente, e aumenta a chance de que outros bancos centrais sigam o movimento talvez mais cedo do que se pensava", disse Frederic Neumann, economista do HSBC.

"O primeiro da lista é a Coreia e nós vemos agora uma chance maior de um aumento (de juro) neste trimestre ao invés de no próximo, com Taiwan, talvez surpreendentemente, vindo em seguida na Ásia."

No momento, os investidores estão precificando 75 por cento de chance de uma nova alta do juro australiano em novembro, para 3,5 por cento, e uma probabilidade razoável de a taxa chegar em dezembro a 3,75 por cento.

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