BC autoriza compra de ações estrangeiras

O Banco Central abriu, ontem, a possibilidade de brasileiros comprarem ações de empresas estrangeiras no mercado internacional diretamente em bolsas de valores. A alternativa só será possível, no entanto, no caso das empresas que tenham Brazilian Depositary Receipt (BDR) - recibos de ações de empresas estrangeiras para negociação no Brasil. Até agora, somente a Telefónica de Espanha e a Rhodia têm BDRs. Pelas regras anteriores, os brasileiros que quisessem comprar ações no exterior só tinham a alternativa de comprar os American Depositary Receipt (ADR) que são os recibos representativos de ações de companhias brasileiras lá fora. Muitas empresas brasileiras, como a Petrobras, a Aracruz e vários bancos já emitiram ADRs no exterior.Segundo o chefe-adjunto do Departamento de Capitais Estrangeiros do BC, Antônio Martins, com a nova possibilidade, os investidores brasileiros terão a chance de ter ganho se houver uma diferença entre o preço da ação da empresa no exterior e o do BDR no mercado interno. No momento em que a empresa vende a ação lá fora, um BDR tem que ser emitido aqui. Então, se os preços forem diferentes, os investidores poderão ter ganho comprando a ação e vendendo o BDR. Isso é chamado arbitragem. Mas, como essas operações têm custos, é necessário calcular qual a quantidade de papéis necessária para que valha a pena.O BC também permitiu que, na hipótese do investidor brasileiro vender a ação para ter de volta o dinheiro, ele terá 7 dias úteis para ingressar com o dinheiro no País. Até agora, este prazo era de 5 dias úteis. Por outro lado, os estrangeiros detentores de BDR que vendessem as ações eram obrigados a trazer o dinheiro da venda para o Brasil. Neste caso, segundo Martins, o Banco Central deu a liberdade para este investidor ficar com o dinheiro no exterior.

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