BC avalia choque de commodities como menos intenso

O Banco Central informou em seu relatório de inflação do terceiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira, que o choque de commodities atual é menos intenso e duradouro do que em 2010/2011. "Importa destacar, ainda, que o recente choque de commodities agrícolas tende a ser menos intenso e menos duradouro do que o ocorrido em 2010/2011", cita o texto.

CÉLIA FROUFE, EDUARDO CUCOLO E ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

27 de setembro de 2012 | 11h48

Esse movimento pode trazer resultados positivos, mas somente em um tempo mais longo. "Considerando a fragilidade esperada para a atividade nos principais blocos econômicos, bem como a reversão, ainda que parcial, desses choques de oferta, o cenário central contempla contribuição desinflacionária do setor externo em prazos mais longos", consta no relatório.

"Nesse contexto, o cenário central contempla dinâmica relativamente benigna para os preços dos alimentos no médio prazo, mas a instabilidade dos preços de produtos in natura e de grãos constitui fator de risco", informa o BC. Ou seja, para a autoridade monetária, o setor de alimentos representa risco.

No relatório, o BC alerta também para o fato de que a pressão da importação nos preços contribui para reduzir a competitividade nacional. "A esse respeito, é importante adicionar que pressões de custos de fatores não amparadas por ganhos de eficiência contribuem para reduzir a competitividade das empresas domésticas no mercado internacional de bens e de serviços, em ambiente global no qual prevalece excesso historicamente elevado de capacidade ociosa".

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