BC: cautela no juro vai reduzir o risco de reversão

A ata da reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada hoje, afirma que a decisão de manter a taxa básica de juros (Selic) em 8,75% ao ano levou em conta "a magnitude do movimento total realizado de janeiro a julho, cujos impactos sobre diversos indicadores econômicos ficarão evidentes ao longo do tempo". Em janeiro, a Selic estava em 13,75% ao ano. Na avaliação dos diretores do Banco Central (BC), uma postura mais cautelosa no presente vai contribuir para reduzir o risco de uma reversão abrupta da política monetária no futuro.

FERNANDO NAKAGAWA E FABIO GRANER, Agencia Estado

10 de setembro de 2009 | 09h09

Segundo o documento, a avaliação dos efeitos dos cortes de juros sobre a atividade vai ocorrer em um contexto de "retomada paulatina" da utilização da capacidade de produção da economia. A cautela, registra a ata, pode "contribuir para a recuperação consistente da economia ao longo dos próximos trimestres".

O Copom também citou que a preservação de perspectivas positivas para a inflação vai requerer um monitoramento cuidadoso do comportamento do sistema financeiro e da economia. Essa avaliação é idêntica à da ata de julho.

Ociosidade

Os diretores do Banco Central (BC) avaliaram, de acordo com a ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), que a ociosidade na produção da economia brasileira não deve ser eliminada rapidamente, em um cenário de recuperação gradual da atividade.

Em um trecho do documento, os membros do comitê afirmaram que a acomodação da demanda e a contração da economia global parecem "estar arrefecendo". Nesses dois casos, o Copom avalia que há uma melhora dos indicadores "na margem". Apesar dessa avaliação de reação da atividade, a ata reafirma que permanecem as incertezas sobre o ritmo de recuperação da atividade. Nesse quadro, a evolução da economia brasileira deve contribuir para conter eventuais pressões inflacionárias.

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