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BC chinês eleva juro de empréstimos para bancos

O Banco do Povo da China (PBoC) elevou as taxas de refinanciamento e de redesconto, tornando mais caro para bancos emprestarem dinheiro do banco central chinês. A medida pode intensificar o aperto de liquidez enfrentado pelos bancos do país.

, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2010 | 00h00

O PBoC afirmou, em comunicado, que aumentou a taxa de refinanciamento de um ano, ou a taxa de juros que cobra quando empresta dinheiro aos bancos, em 0,52 ponto porcentual, para 3,85% ao ano.

A taxa de redesconto, ou a taxa de juros que os bancos pagam quando tomam dinheiro emprestado do banco central por meio da venda de suas notas comerciais em bases de curto prazo, foi elevada em 0,45 ponto porcentual, para 2,25% ao ano.

O movimento é um passo adicional para apertar as condições monetárias no país e complementa o aumento das taxas de depósito e de empréstimo, anunciado no último sábado. No passado, o BC chinês ajustou algumas vezes as taxas de redesconto e de refinanciamento junto com as mudanças nas taxas de depósitos e de empréstimos.

Os aumentos das taxas tornaram-se efetivos domingo, quando a alta das taxas de depósito e redesconto entrou em vigor. Os bancos enfrentam escassez de liquidez na China por causa da demanda de dinheiro por bancos e pessoas físicas na temporada de férias. Os vários aumentos de juros pelo banco central chinês também ajudaram a ampliar o aperto de liquidez.

Liberalização. A China deve acelerar o ritmo de liberalização das taxas de juro, disse o diretor do Departamento de Estatísticas e Análises do banco central (PBoC), Sheng Songcheng, em comunicado. Ele também afirmou que o PBoC deve levar em conta os preços dos ativos, assim como os dos bens para determinar a política monetária.

A liberalização das taxas de juro deve ser adotada gradualmente, com alguns bancos que preenchem determinados critérios financeiros podendo inicialmente elevar as taxas para depósitos, disse Sheng. Este processo de reforma deve ajudar a resolver o problema das taxas de juros reais negativas, limitar a inflação e melhorar a alocação de recursos, acrescentou.

A liberalização das taxas de juros é um objetivo incluído há tempos no programa de reforma econômica da China, embora o processo tenha sido paralisado nos últimos anos, nos quais o governo tornou o combate aos efeitos da recessão global prioridade. / DOW JONES NEWSWIRES

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