BC comemora 10 anos de câmbio flutuante no Brasil

Em 18 de janeiro de 99, Malan informou ao FMI que a taxa de câmbio seria determinada pelas forças do mercado

Célia Froufe, da Agência Estado,

18 de janeiro de 2009 | 17h12

O regime de câmbio flutuante completa neste domingo, 18, dez anos de funcionamento no Brasil. Para comemorar a data, o Banco Central realizará nesta segunda, 19, uma cerimônia, que contará com um pronunciamento do presidente da instituição, Henrique Meirelles, a respeito dos desafios e conquistas dessa política. O evento está marcado para ter início às 9h30, na sede do BC, em Brasília. Antes da liberação total da flutuação cambial, em meio a uma sucessão de crises internacionais localizadas - em países da Ásia e na Rússia -, especulava-se no mundo que o Brasil poderia ser o próximo emergente a passar por um problema econômico de grandes proporções. Na ocasião, a taxa era determinada pelo governo, que optou por criar bandas de flutuação restrita da cotação. Em 13 de janeiro de 1999, as reservas de divisas externas brasileiras passavam por forte pressão. Foi quando o BC ampliou a banda de flutuação cambial e aumentou a periodicidade de suas intervenções tanto no mercado à vista quanto no de futuros. Dois dias depois, sem alívio, o real passou a flutuar livremente. Em 18 de janeiro de 1999, o então ministro da Fazenda, Pedro Malan, enviou um comunicado ao Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciando formalmente que, a partir daquela data, a taxa de câmbio seria determinada pelas forças do mercado. No mesmo documento, ele ressaltou também que as intervenções na cotação da moeda pelo Banco Central seriam ocasionais e com o objetivo de conter desordenamentos nas condições do mercado.

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