BC comprova remessa ilegal da Parmalat ao exterior

O Banco Central confirmou nesta segunda-feira a descoberta de irregularidades cambiais em operações de remessa de recursos para o exterior de seis empresas vinculadas à Parmalat, realizadas entre 1996 e 1999, quando a empresa era dirigida por Gianni Grisendi. Como o trabalho do BC foi restrito à aplicação da legislação cambial e as irregularidades são indícios de fraudes, em 2000 o assunto foi encaminhado para investigação mais detalhada no Ministério Público. Entre as irregularidades constatadas pelo BC estão desde prestação de declaração falsa e omissão de informações até desvio de recursos de exportações, que não ingressaram no País.Além de ter sido o presidente da Parmalat na época das irregularidades descobertas pelo BC, Grisendi foi acusado por um ex-motorista da empresa, Adelson Pugliese, de trazer malas de dinheiro para o Brasil quando comandava a empresa, evitando a alfândega, com ajuda da Polícia Federal, segundo informações divulgadas pela imprensa. A fiscalização do BC identificou que a Parmalat omitiu a compra da subsidiária brasileira da Internacional Trade Corporation (ITC). O BC abriu processos administrativos também contra a Zircônia Participações, por problemas com exportações. Segundo os técnicos do BC, o dinheiro de vendas externas, no total de US$ 335 mil, não foi trazido para o Brasil. Somente depois da investigação a empresa fez parte dos recursos ingressarem no País. Além dessas empresas, o BC abriu processos administrativos contra a Carital Brasil, ISII Empreendimentos e Participações e a Gelateria Parmalat, neste último caso por não pagamento de importações.

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