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BC consolida regras sobre trabalho de auditoria em bancos

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou em sua reunião mensal a nova resolução do Banco Central (BC) que consolida as normas acerca da prestação do serviço de auditoria independente para as instituições financeiras. Segundo o diretor de Normas do BC, Sérgio Darcy, a nova resolução, que será divulgada ainda hoje pelo Sisbacen, incorpora as melhores práticas e recomendações internacionais sobre o assunto. A partir de agora, as instituições financeiras que possuem patrimônio de referência igual ou superior a R$ 200 milhões serão obrigadas a constituir um comitê de auditoria, definindo condições a serem observadas por seus integrantes, dentre as quais a contratação de um auditor independente. Serão instituídos também exames de certificação para avaliar o grau de conhecimento sobre o funcionamento e os riscos inerentes às instituições financeiras. As novas regras também modificaram o mecanismo de rodízio dos auditores. Antigamente, as instituições eram obrigadas a trocarem de empresa de auditoria a cada quarto. A nova empresa contratada poderia utilizar os antigos funcionários de sua concorrente que já respondiam pela auditoria da instituição financeira. Segundo Darcy, a partir da nova resolução, o prazo para troca de empresas auditoras será de cinco anos, mas ficará vedado a manutenção dos auditores. A fiscalização do cumprimento das novas normas ficará a cargo do BC, segundo explicou Darcy. As instituições financeiras terão até o final de 2003 para se adequarem às novas regras. A norma para contratação de auditoria independente vale para todas as instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central e também para as câmaras e prestadores de serviços de compensação e liquidação.

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