Kim Kyung-Hoon/Reuters
Kim Kyung-Hoon/Reuters

BC da China corta taxas de juros pela 6ª vez em menos de um ano

Em mais uma tentativa de impulsionar a atividade econômica, a autoridade monetária da China também diminuiu a taxa de compulsório para estimular o crédito

Reuters

23 de outubro de 2015 | 12h07

PEQUIM - O banco central da China cortou as taxas de juros pela sexta vez desde novembro nesta sexta-feira, 23, e reduziu mais uma vez o volume de dinheiro que os bancos precisam deter como reservas em mais uma tentativa de impulsionar a economia.

A China tem conduzido neste ano seu mais agressivo ciclo de afrouxamento de política monetária desde a crise financeira global de 2009, ressaltando as preocupações em Pequim sobre a saúde da segunda maior economia do mundo.

O Banco do Povo da China informou em seu site que reduziu a taxa de empréstimo bancário de um ano em 0,25 ponto percentual, para 4,35%, decisão que entra em vigor em 24 de outubro.

"O Banco do Povo da China adotou outra medida de estímulo", escreveram em nota analistas da Capital Economics. No entanto, eles acrescentaram que continuam esperando "evidências claras de uma virada na economia".

"Estamos mantendo nossa previsão de que as taxas de juro e a taxa de compulsório serão cortadas mais uma vez antes do fim do ano, mudando mais uma vez no início de 2016."

Dados econômicos fracos no terceiro trimestre demonstraram os desafios enfrentados pelos líderes do país para manter a meta de crescimento de 7% determinada pelo governo.

Dados divulgados na segunda-feira mostraram que a economia da China cresceu 6,9% entre julho e setembro ante o ano anterior, abaixo de 7% pela primeira vez desde a crise financeira global.

A taxa de depósito referencial de um ano também foi reduzida em 0,25 ponto, para 1,50%.

O banco central também cortou a taxa de compulsório para todos os bancos pela quarta vez neste ano. A redução foi de 0,50 ponto percentual, chegando a 17,5% para os maiores.

Mais conteúdo sobre:
economiaChinajuros

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.