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BC da China pode reagir se PIB desacelerar muito

O presidente do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês), Zhou Xiaochuan, disse que a autoridade monetária pode utilizar uma série de medidas de ajuste se o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estiver muito longe da meta estabelecida pelo governo.

AE, Agencia Estado

11 de abril de 2014 | 02h53

Ele não detalhou quais medidas podem ser anunciadas se o crescimento cair abaixo dos níveis aceitáveis, mas disse durante o fórum anual de Boao que a atuação do PBoC pode variar de ajustes a ações mais fortes.

No início de março deste ano, o primeiro-ministro Li Keqiang anunciou uma meta de crescimento de aproximadamente 7,5%. Posteriormente ele explicou que o número é flexível, sendo que pode ser acima ou abaixo desse nível.

Os dados econômicos do primeiro trimestre têm decepcionado e os economistas estão cortando as projeções de crescimento para o ano, sendo que analistas sugeriram que o PIB pode se aproximar do limite inferior e que alguma forma de suporte pode ser necessária.

O governo de Pequim tem dito que nenhuma forte medida de estímulo para o curto prazo está sendo planejada, embora tenha revelado um "mini-estímulo" na semana passada, que incluiu gastos em projetos ferroviários e isenção tributária para pequenas empresas.

Enquanto o governo chinês continua a ressaltar que a criação de empregos é mais importante que o crescimento do PIB, Zhou declarou que para o PBoC a inflação baixa é mais importante que o emprego. Nesta sexta-feira, o governo divulgou uma alta de 2,4% no índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de março, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Zhou também disse que o crescimento do crédito está a um ritmo relativamente estável e descartou que esteja em níveis elevados, embora tenha acrescentado que os formuladores de política estão mais preocupados com os níveis de alavancagem nas empresas domésticas. "Se o crédito expandir ainda mais, isso pode impulsionar ainda mais o nível de alavancagem. Isso é preocupante. Os formuladores de política estão acompanhando de perto e discutindo esse assunto", disse.

Ele ainda esclareceu que a internacionalização do yuan, que faz parte dos planos do governo chinês, significa a livre conversão da moeda. Zhou acrescentou que ainda é muito cedo para dizer se as reservas internacionais do país estão passando por uma desaceleração. Fonte: Dow Jones Newswires e Market News International.

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