BC da China sinaliza novas altas no compulsório

Controlar a inflação continua sendo a maior prioridade da política monetária da China e existe espaço "significativo" para mais elevações na taxa do compulsório bancário, afirmou hoje a vice-presidente do Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país), Hu Xiaolian, em comunicado. Segundo Hu, o PBOC vai continuar implementando uma política monetária "prudente" e usando ferramentas como o compulsório bancário e as operações de mercado aberto para gerenciar o excesso de liquidez.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

20 de abril de 2011 | 14h46

O compulsório bancário corresponde ao porcentual dos depósitos à vista nos bancos que são, obrigatoriamente, retidos pelo banco central. Na prática, quanto maior o compulsório bancário, menor a liquidez na economia. A alta do compulsório é uma estratégia geralmente utilizada para contar a inflação.

De acordo com Hu, o banco central chinês também vai aumentar a flexibilidade do yuan para ajudar a controlar a inflação e ampliar o papel das taxas de juros na administração das expectativas de alta de preços. Na operação de mercado aberto regular de hoje, o PBOC deixou o yield (retorno ao investidor) dos títulos de um ano inalterados pela terceira semana seguida, indicando que não planeja elevar as taxas de juros do país logo depois de elevar o compulsório bancário.

No domingo, o PBOC anunciou a elevação da taxa do compulsório bancário em 0,50 ponto porcentual a partir de quinta-feira. Esse foi o quarto aumento na taxa neste ano, depois de dois movimentos similares no fim do ano passado. O PBOC entrou em um ciclo de aperto monetário nos últimos meses, elevando tanto as taxas básicas de juros como a proporção de depósitos que os bancos têm de manter em reserva, como parte dos esforços para enxugar o excesso de liquidez na economia e reduzir as pressões inflacionárias.

"Em razão das preocupações com a entrada de capital especulativo, o banco central está mais disposto a usar medidas quantitativas (como elevações no compulsório e vendas de títulos) do que aumentos nas taxas de juros para conter a inflação", comentou Chen Xumin, analista do Nanchong Commercial Bank.

Hu, a vice-presidente do PBOC, afirmou que o banco central vai continuar adotando taxas de compulsório diferenciadas para os bancos para controlar o crescimento dos empréstimos. A autoridade disse ainda que a China precisa ter um balanço de pagamentos internacional mais equilibrado e precisa evitar os riscos financeiros sistêmicos gerados pela liquidez e pela grande concessão de crédito. As informações são da Dow Jones.

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