EFE
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BC da Grécia prevê 'crise incontrolável' se negociações fracassarem

Programa de ajuda ao país vence no fim do mês e credores se reúnem na quinta-feira para definir soluções; BC grego diz que faltam poucos detalhes a serem resolvidos

O Estado de S. Paulo

17 de junho de 2015 | 09h58

O Banco Central da Grécia alertou nesta quarta-feira, 17, que o eventual fracasso de Atenas em fechar um acordo sobre seu programa de ajuda com credores internacionais poderá levar o país a uma "crise incontrolável", classificando a questão como de significância histórica para os gregos.

Em relatório anual, o BC grego disse que, com base nas evidências disponíveis, a Grécia e credores já chegaram a um compromisso sobre as principais condições do acordo e que faltam apenas poucos detalhes para serem resolvidos. 

O atual programa de ajuda da Grécia vence no fim deste mês. Nesta quinta-feira, 17, os ministros de Finanças da zona do euro, que formam o Eurogrupo, vão discutir a questão grega durante reunião em Luxemburgo.

O documento também apela ao governo grego e aos credores que superem as divergências que, segundo o BC, não são incontornáveis do ponto de vista fiscal, mas ressalta que o conflito atual ganhou contornos políticos, com ambos os lados mostrando forte desconfiança mútua e falta de disposição de ceder terreno.

"O fracasso de se chegar a um acordo... marcaria o começo de uma dolorosa trajetória que inicialmente levaria a uma moratória grega e, em última instância, à saída do país da zona do euro e - provavelmente - da União Europeia", disse o BC grego no relatório.

Nos últimos dias, a Grécia endureceu a postura com os credores e disse que não pode aceitar exigências de implementar medidas mais duras de austeridade. Os credores, por sua vez, afirmam que as propostas de reformas apresentadas por Atenas são insuficientes.

Com a palavra, o premiê. O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, disse nesta quarta-feira, 17, que só o seu governo irá tomar qualquer decisão mais dura sobre o futuro de seu país e sobre qualquer potencial de acordo de ajuda financeira.

Em comentários feitos a jornalistas ao lado do chanceler da Áustria, Werner Faymann, Tsipras descartou a possibilidade da Grécia de antecipar as eleições, já que o pleito nacional foi realizado no final de janeiro.

"Temos apenas uma escolha, uma solução que irá ser economicamente viável e, portanto, poderá ser aceita pelo governo e pelo parlamento", disse o primeiro-ministro grego.

"Nós temos um acordo para honrar. Meus colegas e eu vamos assumir o custo de levá-lo até o fim. No caso contrário, será mais uma vez que iremos dizer um grande não para a contínua política catastrófica à Grécia", acrescentou Tsipras. Além disso, o primeiro-ministro afirmou que se a Grécia fechar acordo com credores, irá monitorar o custo de sua implementação. (Com informações da Dow Jones Newswires).

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