BC da Inglaterra prevê necessidade de mais estímulos à economia

O Banco da Inglaterra provavelmente comprará mais títulos para impulsionar a fraca economia apesar da pior perspectiva de inflação no curto prazo, afirmaram autoridades do BC na ata da última reunião, publicada nesta quarta-feira.

DAVID MILLIKEN E OLESYA DMITRACOVA, Reuters

19 de setembro de 2012 | 10h26

O banco central disse que as pressões inflacionárias de curto prazo devem comprimir a receita disponível dos consumidores e que a desaceleração global e as tensões na zona do euro estão afetando a confiança empresarial em uma economia que entrou em recessão no fim do ano passado.

O BC britânico está no meio de um programa de 50 bilhões de libras (81,27 bilhões de dólares) em compras de ativos que iniciou em julho, com duração de quatro meses. Para oito dos nove membros do Comitê de Política Monetária a decisão de não alterar o programo foi uma decisão "inevitável".

"Alguns desses membros acharam ser mais provável que um estímulo adicional seja necessário no devido tempo, enquanto outros viram os riscos à inflação no médio prazo mais ao redor da meta", informou a ata da reunião de 5 e 6 de setembro.

Uma autoridade argumentou que havia "um bom motivo" para ampliar as compras de títulos agora, em vez de esperar, mas no fim todas as nove autoridades votaram para manter as taxas de juros em um recorde de baixa de 0,5 por cento e o total de compra de ativos em 375 bilhões de libras.

Economistas disseram que a ata deixou intacta sua visão de que o banco central deve autorizar outros 50 bilhões de libras em compras de títulos do governo em novembro, o que elevaria as compras totais para 425 bilhões de libras.

"Acho que ainda há um viés pró-afrouxamento. Não é algo definido, mas eu daria 65 por cento de probabilidade de uma decisão em novembro (de mais QE)", disse o economista do Royal Bank of Scotland Ross Walker.

A inflação britânica vem acima da meta de 2 por cento do BC desde dezembro de 2009 e agora está em 2,5 por cento. De acordo com a ata, uma recente alta nos preços do petróleo e a ameaça de contas mais altas de alimentos e serviços públicos dão a entender que a inflação deve cair mais lentamente no curto prazo do que o BC tinha estimado em agosto.

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