Ashikur Rahman/Reuters
Ashikur Rahman/Reuters

BC de Bangladesh vai processar Fed por ataque hacker

Hackers conseguiram desviar US$ 81 milhões da conta do BC de Bangladesh no Fed de Nova York para contas nas Filipinas

Reuters

22 de março de 2016 | 16h39

O Banco Central de Bangladesh contratou um advogado nos EUA para iniciar um processo contra o Federal Reserve de Nova York após hackers roubarem US$ 81 milhões da conta do país asiático no banco norte-americano. A quantia foi desviada para contas bancárias nas Filipinas.

De acordo com um relatório de incidentes publicado no dia 13 de março, o BC de Bangladesh teria sido alvo de um sofisticado ciberataque, no qual 35 ordens de pagamentos foram direcionadas ao Fed de Nova York. Dessas 35, o banco norte-americano bloqueou 30, mas permitiu as outras cinco.

"Nós enxergamos isso como um descuido enorme da parte do Fed de Nova York", diz o relatório do BC de Bangladesh, cuja cópia foi obtida pela Reuters. O documento também diz que o banco considera "preparar o terreno para reclamar a perda de fundos por meio de um processo legal contra o Fed de Nova York."

O banco norte-americano, em contrapartida, alegou ter seguido os procedimentos normais ao permitir a transferência de dólares, uma vez que não havia qualquer evidência de que os sistemas do Fed de Nova York estivessem comprometidos.

A polícia de Bangladesh ainda está coletando informações dos sistemas computacionais do BC para determinar quem estava por trás dos ataques. No relatório, o BC diz estar usando todos os meios para recuperar o dinheiro. O FBI também está ajudando no caso.

Erro de digitação. Foi por causa de um erro na palavra 'foundation' que o ataque hacker aos sistemas do Banco Central de Bangladesh foi detectado. Numa transferência de US$ 20 milhões que seria direcionada pelo Deutsche Bank, o nome de uma organização sem fins lucrativos do Sri Lanka que receberia a quantia foi digitado como 'Shalika Fandation' em vez de 'Foundation'. Ao notar o equívoco, o banco alemão buscou esclarecimentos com o BC de Bangladesh, que interrompeu a operação. No Sri Lanka, seis diretores da Shalika Foundation foram impedidos pela Justiça do país de deixar o território.

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