BC de Portugal suspende executivos do BES e direito de voto de fundadores

O Banco de Portugal suspendeu todos os funcionários encarregados da fiscalização e supervisão do Banco Espírito Santo, alegando suspeita de que "atos prejudiciais de gestão" contribuíram para o prejuízo de 3,6 bilhões de euros no semestre, anunciado pelo banco nesta quarta-feira.

REUTERS

30 de julho de 2014 | 20h44

A autoridade financeira também suprimiu direitos de voto do Espírito Santo Financial Group, maior acionista do BES, na qual detém uma fatia 20 por cento em nome da família fundadora. O Banco de Portugal nomeou a PWC para liderar uma comissão de supervisão do BES até que os acionistas indiquem novos funcionários de auditoria interna.

O banco central português quer que o BES faça um aumento de capital em breve com uso de "soluções de mercado", mas uma linha de recapitalização pública continua a ser uma opção para garantir a solidez do banco, mesmo após perdas maciças.

O regulador acrescentou que "todas as condições necessárias estão à mão para o banco prosseguir suas atividades e para a proteção integral dos direitos dos depositantes".

(Reportagem de Andrei Khalip)

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