BC: decisão do governo sobre cortes já traz impactos

O chefe adjunto do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Túlio Maciel, disse hoje que a decisão do governo de cortar despesas já impactou o resultado do setor público em janeiro. Segundo ele, essa iniciativa "delineia a área fiscal nesse início de ano". Ele destacou ainda o desempenho dos Estados, que estão apresentando um crescimento das receitas, o que tem melhorado o superávit primário desta esfera. O superávit primário representa a economia para o pagamento dos juros da dívida pública.

RENATA VERÍSSIMO E CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

25 de fevereiro de 2011 | 13h13

Maciel disse que a série histórica mostra que, a cada início de uma nova gestão, o resultado melhora. Assim como em janeiro de 2011, que apresentou o melhor superávit primário de toda série histórica iniciada em 2001, os governos estaduais tiveram bons resultados em janeiro de 2007 e 2003. "O início de governo marca um bom resultado primário dos Estados", afirmou. Ele atribuiu o fato a um rearranjo econômico promovido pelos novos governadores. Ele acredita que parte da melhora na arrecadação, tanto dos Estados quanto do governo federal, é influenciada pelo desempenho de dezembro.

Ao ser questionado sobre o aumento das despesas, Maciel respondeu que existe uma agenda de gastos com investimentos que tem marcado o resultado da despesa, mas esses gastos estão considerados na estimativa do governo para o superávit primário do ano. Ele destacou que, do lado das receitas dos Estados e municípios, também houve um aumento nas transferências constitucionais, de R$ 10,7 bilhões em janeiro de 2010 para R$ 15,7 bilhões em janeiro deste ano.

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