BC decreta intervenção no Banco Morada

O Banco Central decretou ontem a intervenção no Banco Morada S/A, com sede no Rio. Segundo o BC, a medida ocorreu por conta do comprometimento patrimonial, do descumprimento de normas legais do sistema financeiro e do fato de seus controladores não terem apresentado um plano de recuperação viável para a instituição.

Fabio Graner,

29 de abril de 2011 | 01h37

O Morada é uma instituição de pequeno porte, com apenas uma agência no Rio de Janeiro, que atua com um dos focos em crédito consignado, e vinha negociando sua venda para o BMG. Em dezembro do ano passado, o banco detinha apenas 0,01% e 0,03% dos ativos e dos depósitos totais do Sistema Financeiro Nacional, respectivamente.

As empresas Morada Viagens e Turismo Ltda., Morada Informática e Serviços Técnicos Ltda. e Morada Administradora de Cartões de Crédito Ltda também sofreram intervenção do BC, já que fazem parte do grupo. O interventor da instituição será Sidney Ramos Ferreira, funcionário aposentado do BC.

Fundo garantidor. Uma parcela de 32% dos depósitos à vista e a prazo do banco contam com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Os clientes, segundo o BC, provavelmente poderão acessar a parcela garantida de seus recursos pelo FGC a partir de segunda-feira. Para tanto, terão de assinar formulário transferindo o direito do crédito ao FGC. O Fundo garante até R$ 70 mil, por titular, em depósitos à vista e a prazo e R$ 20 milhões no Depósito a Prazo com Garantia Especial do FGC (DPGE).

A intervenção no Morada é a primeira desde o Banco Santos, que ocorreu em 2004. Neste ano, o BC já promoveu duas liquidações extrajudiciais em corretoras de pequeno porte do sistema financeiro.

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