José Patrício/Estadão
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Gastos dos brasileiros em viagens ao exterior caem 21% no semestre

Segundo o Banco Central, turistas brasileiros desembolsaram US$ 6,996 bilhões em viagens internacionais no primeiro semestre

Célia Froufe e Victor Martins, O Estado de S. Paulo

22 de julho de 2015 | 10h51

BRASÍLIA - Mesmo com a alta superior a 43% do dólar ante o real nos últimos 12 meses, brasileiros gastaram US$ 1,649 bilhão em viagens internacionais em junho contra uma soma de US$ 445 milhões de estrangeiros em passeio pelo Brasil. Apesar do déficit da conta viagens, números do banco Central mostram uma desaceleração dos gastos de turistas brasileiros. 

Em relação a junho de 2014, os gastos de turistas brasileiros em viagens ao exterior recuaram 17,4%. O chefe adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha, salientou que a redução está estável ao longo do primeiro semestre, mas há muita diferença na relação mês a mês. Em junho, ficou igual. "Olhando só as despesas, há uma redução de um pouco menos de 20%, que se mantém nesse patamar ao longo do semestre", comparou.

No semestre, a conta de viagens apresentou queda de 21%, já que passou de um déficit de US$ 8,859 bilhões na primeira metade de 2014 para US$ 6,996 bilhões nos primeiros seis meses deste ano. 

No mês passado, a diferença entre o que os brasileiros gastaram lá fora e o que os estrangeiros desembolsaram no Brasil deixou um saldo negativo de US$ 1,203 bilhão. De acordo com o Banco Central, volume é similar ao de igual mês do ano passado, quando o déficit nessa conta era de US$ 1,204 bilhão.

Os gastos de estrangeiros em visita ao Brasil caíram 43,8%. O Banco Central observou, porém, que a Copa do Mundo no Brasil teve início em junho de 2014, contribuindo para o aumento dos gastos de turistas estrangeiros no Brasil. O evento elevou a base de comparação da série.

Perspectiva. Rocha informou que em julho, até o dia 20, a despesa líquida com viagens internacionais estava em US$ 795 milhões. "Os determinantes da conta de viagem são atividade econômica e taxa de câmbio. A atividade está fraca e o câmbio, se desvalorizando", pontuou o técnico.

O chefe de departamento disse que, na comparação com o déficit de US$ 1,6 bilhão registrados em julho do ano passado, nota-se uma sinalização de que, no restante deste mês, deve permanecer com resultados inferiores aos de 2014. As despesas líquidas das viagens internacionais nos primeiros dias de julho refletem US$ 287 milhões de receitas e US$ 1,082 bilhão de despesas. "A tendência da conta de viagens internacionais permanece de redução ante 2014."

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