BC descarta incentivo para a poupança

O diretor de Normas do Banco Central (BC), Sérgio Darcy, descartou qualquer incentivo fiscal para a dedução do rendimento da caderneta de poupança e parte dos juros pagos pelo mutuário do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) no Imposto de Renda. O diretor é o coordenador de um grupo de trabalho que foi estruturado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, com o objetivo de propor correções no financiamento imobiliário e que garantam o equilíbrio entre o custo de captação com o de financiamento para a compra da casa própria. O desequilíbrio nessa relação ocorre porque os bancos remuneram os poupadores com o rendimento da Taxa Referencial (TR) mais juros de 6% ao ano, e emprestam ao mutuário cobrando a TR mais juros de 12% ao ano. O objetivo da mudança, segundo Darcy, é o de reduzir ao máximo essa desigualdade. Grupo estuda alteração do indexador - TR Para isso, o grupo estuda a alteração do indexador - TR - nos contratos de financiamento. Darcy disse que ainda não há uma decisão sobre isso, mas o grupo pode concluir pela manutenção do indexador que, no momento, está mais baixo do que qualquer índice de preço. "Não podemos nos preocupar apenas com o poupador porque, nesse caso, o mutuário arcará com o aumento do custo do financiamento", disse.O diretor do BC afirmou que, caso o grupo de trabalho decida pela mudança de indexador, a medida poderá afetar os contratos em vigor e não apenas os novos empréstimos. O mesmo ocorrerá com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que também é atualizado pelo índice da caderneta de poupança, mais juros anuais de 3%.

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