BC deve apresentar estudo sobre crédito em maio

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Mario Mesquita, disse hoje que os estudos a respeito da evolução do crédito no Brasil ainda estão em andamento e devem ser apresentados em maio. Mesquita não adiantou nenhuma medida que pode ser tomada na área de crédito."O BC sempre tem o dever de ofício de estudar esse segmento. Vamos, inclusive, apresentar um trabalho sobre a economia bancária em maio", afirmou. O diretor, que participou ontem da reunião entre os principais bancos e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não deu detalhes sobre o encontro. Disse apenas que o crédito tem evoluído "de forma saudável", mesma avaliação feita ontem pelos bancos.Sobre os rumores de que o governo poderia adotar medidas restritivas para o uso do cartão de crédito e nos contratos de leasing, o diretor afirmou que o BC não tem tradição de pré-anunciar suas medidas. Observou, porém, que o BC é autoridade monetária e de supervisão, e que medidas fiscais, como aumento de alíquotas de imposto dessas operações (cartão de crédito e leasing), não são da responsabilidade do órgão."Taxa da Índia"O diretor de Política Econômica do BC destacou que a taxa de crescimento da demanda interna no Brasil "não é chinesa, mas é indiana". A comparação foi feita na apresentação dos números do quarto trimestre de 2007, quando a demanda interna cresceu 8%, na comparação com igual período de 2006. Mesquita avaliou o desempenho como "muito, muito forte".Entre os motivos que levaram ao crescimento da demanda, o diretor deu ênfase o crescimento do consumo das famílias, que teve expansão de 8,6%, nessa mesma base de comparação. "É um desempenho notável; muito superior àquele que o Brasil vinha apresentando", disse.Nos três primeiros trimestres de 2007, o indicador cresceu entre 5,7% e 6%. Antes disso, o desempenho era, na média, inferior a 4,9%. Sobre a demanda interna, Mesquita também ressaltou o aumento de 16% da taxa de Formação Bruta de Capital Fixo na mesma base de comparação. A despeito de o número ser inferior ao do consumo das famílias, ele observou que a taxa de investimento no Brasil ainda é "modesta".

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