BC deve manter Selic em 7,25%

BC vem reduzindo os juros desde agosto do ano passado, quando a taxa estava em 12,50%; reunião é nesta quarta-feira

Eduardo Cucolo, da Agência Estado ,

27 de novembro de 2012 | 22h27

BRASÍLIA - O Banco Central deve manter a taxa básica de juros (Selic) nos atuais 7,25% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste ano, que termina nesta quarta-feira, 28. Essa é a expectativa de praticamente todo o mercado financeiro.

O BC vem reduzindo os juros desde agosto do ano passado, quando a taxa estava em 12,50%. Neste período, foram realizados dez cortes na taxa que serve de referência para o custo do crédito e para a maioria das aplicações financeiras.

Desde que reduziu a Selic pela última vez, em outubro, a instituição vem repetindo que a estabilidade dos juros "por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta" de 4,5%.

Hoje a inflação acumulada em 12 meses está em 5,45%, e a expectativa do próprio BC é que só recue para o centro da meta em setembro de 2013. Em outubro, a autoridade monetária também citou a recuperação da atividade doméstica, que já cresce em um ritmo de quase 5%, e a complexidade que ainda existe no ambiente internacional, como justificativas para o corte.

Outro fator que aumentou as apostas de manutenção dos juros a partir de agora é que a última decisão do Copom não foi unânime, pois três dos oito diretores do BC já queriam interromper a queda da Selic no mês passado.

A pesquisa semanal Focus com o mercado mostra que a expectativa é que os juros fiquem no atual patamar até janeiro de 2014, quando devem subir. As taxas negociadas no mercado financeiro, no entanto, mostram que aumentaram as apostas de manutenção da Selic por mais tempo, diante da perspectiva de manutenção do dólar abaixo de R$ 2,10 e de previsões de menor crescimento do Brasil neste e no próximo ano.

A queda da Selic ajudou a reduzir os juros para o consumidor, que caíram de uma média de 46% para 36% ao ano desde agosto de 2011. A economia brasileira, no entanto, segue patinando e deve crescer apenas 1,5% em 2012.

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