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BC diz que atuação no câmbio visa recompor reservas

A melhora das condições de liquidez no mercado de câmbio permitiu que o Banco Central retomasse a compra de dólares no mercado à vista nesta sexta-feira. A explicação consta de nota à imprensa divulgada no final da tarde pela autoridade monetária. As compras de dólares pelo BC, que não aconteciam desde 10 de setembro de 2008, visam a aumentar o patamar das reservas internacionais, atualmente em US$ 201,4 bilhões, e não têm como objetivo estabelecer patamares mínimos para a moeda norte-americana, diz a nota.

FERNANDO NAKAGAWA, Agencia Estado

08 de maio de 2009 | 18h25

"Tendo o mercado cambial demonstrado, em linhas gerais, melhora nas condições de liquidez, criaram-se circunstâncias que permitem ao BC voltar a ampliar suas reservas internacionais", cita o texto divulgado. De acordo com a explicação da autoridade monetária, a estratégia de reforço das reservas não é nova, e foi anunciada em janeiro de 2004. Esse plano foi seguido à risca até o início de setembro do ano passado, antes do agravamento da crise financeira.

No documento, o BC repete a explicação de que a atuação não tem como objetivo criar níveis mínimos para o dólar. "Tal política deveria ser vista como um esforço de recomposição de reservas no contexto de um regime de metas de inflação com câmbio flutuante, não devendo ser confundida com o estabelecimento de outras metas para o BC, como a fixação de tetos ou pisos para a taxa de câmbio".

O texto cita, ainda, que a compra de dólares pelo BC é pautada "primordialmente pelas condições de liquidez existentes a cada momento". Essa ação, explica, não tem como objetivo "adicionar volatilidade ao mercado cambial nem interferir na tendência de flutuação da taxa de câmbio". O compromisso do BC, completa, é atuar "de acordo com as condições de mercado, sem adicionar volatilidade ao mercado cambial ao longo do tempo nem interferir na tendência de flutuação da taxa de câmbio".

A nota conclui ao defender que o reforço das reservas "trouxe benefícios inegáveis para a economia". Na avaliação da autoridade monetária, essa estratégia permitiu "o enfrentamento da mais severa crise financeira observada na economia mundial desde os anos trinta do século passado, sem rupturas de política nem descumprimento de contratos".

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