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BC diz que busca recompor as reservas

Outro objetivo, segundo fontes, seria conter a volatilidade da moeda

Beatriz Abreu e Fernando Nakagawa, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

09 de maio de 2009 | 00h00

O objetivo do Banco Central de comprar dólares ontem no mercado à vista foi o de retomar a política de formação de reservas cambiais, interrompida em setembro, devido à crise financeira mundial desencadeada pela quebra do Lehman Brothers. Em função da crise, o BC repassou US$ 14,5 bilhões das reservas cambiais para dar liquidez às empresas que, naquela época, enfrentavam a absoluta escassez de recursos no mercado externo. Entenda a trajetória de valorização do real ante o dólarO BC, no entanto, não estabeleceu como meta a recuperação desses US$ 14,5 bilhões das reservas. Não há a intenção de se definir um alvo a ser alcançado, mas apenas o objetivo de retomar a política de recomposição das reservas, capaz de regular a liquidez e evitar a deformação de preços, no caso o câmbio. Essa postura do BC, segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, tem recado claro: evitar a volatilidade excessiva. Nesse sentido, a operação de compra de dólares no mercado à vista ontem derivou da constatação do quadro de liquidez interna. O governo já vem observando que o fluxo de capitais se modificou e a realidade é diversa da que se enfrentava na fase mais aguda da crise.A recomposição das reservas e a operação com swap cambial reverso, desta semana, representam ações distintas porque ontem o BC comprou no mercado à vista e, na operação de swap, ele interveio no mercado futuro para assumir uma posição de neutralidade, numa indicação de que operar no mercado por meio desse instrumento pode estar descartada. A operação de swap equivale a uma compra de dólares no mercado futuro. As duas intervenções não devem ser entendidas, segundo a mesma fonte, como uma política deliberada para mudar a tendência da taxa de câmbio. Segundo esse raciocínio, o BC não tem como impedir o livre fluxo de recursos, seja quando há dólares em excesso ou nos momentos de escassez. "O BC atuou para reduzir a volatilidade e impedir que haja uma deformação no preço", resumiu uma fonte. A retomada das compras de dólar foi recebida pelo mercado como "a cereja do bolo" de uma semana que marcou a volta dos ingressos expressivos da moeda americana. Por isso, a necessidade de o BC intervir pode ser entendida como um símbolo de que a confiança externa foi pouco abalada e mais dólares devem vir. "Com os fundamentos melhores que outros países, a reação no Brasil tende a ser mais rápida e qualquer sinal positivo vai trazer dólares. Mas confesso que não imaginava que seria tão rápido", diz o professor da Fundação Getúlio Vargas, André Luiz Sacconato. "Isso é uma amostra do que pode estar por vir se a situação continuar melhorando."

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