BC do Brasil é o 6º em ranking de credibilidade do Merrill Lynch

Banco central polonês lidera lista elaborada pela instituição financeira; Turquia ocupa último lugar

Patricia Lara, da Agência Estado,

25 de março de 2008 | 14h50

O Brasil aparece em sexto lugar em um ranking de 14 países que constam do indicador de credibilidade de bancos centrais, formulado pelo banco de investimentos norte-americano Merrill Lynch, com base na percepção do mercado. "Um banco central forte, provavelmente, surpreenderá o mercado com um viés mais conservador (hawkish), enquanto um banco central com menor credibilidade tem, provavelmente, um viés mais inclinado para uma resposta política fraca ou a inexistência de qualquer tipo de resposta", explica o Merrill Lynch. O ranking do banco coloca os BCs da Polônia, República Checa, Coréia do Sul, Eslováquia e África do Sul no topo da lista, à frente do Brasil. A Turquia, com base nesse ranking, teria a autoridade monetária com menor credibilidade. Segundo o Merrill Lynch, o ranking considerou a percepção do mercado em relação à reação das autoridades monetárias a pressões inflacionárias. Para o banco de investimentos, o Brasil figura no grupo de países que mostra o menor nível de riscos de inflação em 2008. Por esse motivo, a instituição não vê boas oportunidades para o investidor ficar comprado no real, se o intuito for o de maximizar seus retornos com operações cambiais. Para o Merrill, as melhores oportunidades para se ficar comprado em câmbio e lucrar mais com potenciais surgimentos de estilingadas inflacionárias inesperadas podem surgir na Europa Central, especialmente na República Checa, Eslováquia, Hungria e Polônia. O banco observa que a incidência de surpresas inflacionárias no Brasil foi baixa entre 2005 e 2007. Considerando a divulgação de 71 dados de inflação no período, o Brasil recebeu uma informação negativa em termos de inflação em apenas 7% das ocorrências. Na Turquia, 50% dos 27 dados de inflação divulgados no período surpreenderam negativamente. "Uma freqüência maior de surpresas inflacionárias ruins pode gerar oportunidades de negócios", pondera o banco. O Merrill Lynch, no entanto, pondera que a moeda brasileira é uma das mais sensíveis em termos de resposta a eventuais surpresas negativas de inflação. O Merrill Lynch avalia ainda que os títulos ligados à inflação ao consumidor no Brasil, que oferecem proteção para riscos inflacionários, estão caros, em termos relativos. O banco considerou os preços das NTN-Bs com vencimento em 2010 e as NTN-Bs com vencimento em 2015. "No geral, as nossas opções preferenciais (em estratégia para câmbio) são o zloty polonês, o florim húngaro, a coroa eslovaca, a coroa tcheca e o rand sul-africano, enquanto as moedas menos preferidas são o real, a lira turca, a rupia indonésia, o peso mexicano e o baht tailandês", destacou o banco de investimentos.

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