BC do Japão afrouxa política de olho em iene e Europa

O Banco do Japão afrouxou a política monetária nesta quinta-feira, aumentando a compra de bônus governamentais e dizendo que agiu em resposta aos riscos que o iene forte e a crise de dívida da Europa impõem à segunda maior economia do mundo.

LEIKA KIHARA, REUTERS

27 de outubro de 2011 | 07h30

O banco central elevou o programa de compra de ativos para 20 trilhões de ienes (263 bilhões de dólares), em um acréscimo de 5 trilhões de ienes. É o segundo estímulo monetário em três meses. A taxa básica de juro foi mentida na faixa de zero a 0,1 por cento.

A economia do Japão tem se recuperado do devastador terremoto de março e, até recentemente, os membros do BC pareciam relutantes a dar mais estímulos econômicos, contando com os gastos fiscais na reconstrução e com a demanda dos mercados emergentes para sustentar a retomada.

Líderes europeus acertaram nesta quinta-feira em um pacote abrangente de medidas para combater a crise de dívida soberana da zona do euro, dando certo alívio à autoridade monetária japonesa, que teme que a crise possa prejudicar a economia local.

Porém, a nova valorização do iene para máximas recordes, ameaçando as exportações, e dúvidas sobre se o acordo da Europa levará a uma solução duradoura fizeram o BC japonês votar a favor de mais ação.

(Reportagem adicional de Rie Ishiguro, Stanley White, Kaori Kaneko e Tetsushi Kajimoto)

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