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BC do Japão já estava preocupado com crédito no início de julho

Alguns integrantes do comitê de políticamonetária do Banco do Japão mostraram-se preocupados, já noinício de julho, com a possibilidade dos mercados financeirosglobais serem contaminados pelos problemas do segmento decrédito imobiliário de alto risco dos Estados Unidos. De acordo com a ata da reunião do comitê realizada nos dias11 e 12 de julho, divulgada nesta terça-feira, muitosintegrantes da diretoria do banco central japonês tambémafirmaram na época que ainda existiam muitas incertezas sobreos ajustes no mercado imobiliário norte-americano por conta dosproblemas no segmento de crédito de alto risco (subprime). "Se tais problemas forem afetar os mercados de crédito,embora isso não tenda a acontecer, não se pode descartar apossibilidade da situação econômica e financeira mundo à fora,incluindo a do Japão, seja negativamente afetada", afirmaram osdiretores, de acordo com o documento. Os mercados financeiros foram sacudidos logo em seguida, oque fez com que o BC japonês decidisse por manter a taxa básicade juro do país inalterada na reunião realizada na semanapassada. Antes da turbulência, os mercados consideravam comocerto um aumento na taxa de juro japonesa em agosto. Os nove integrantes do comitê de política monetária doBanco do Japão decidiram, por oito votos a um, manter a taxa dejuro em 0,50 por cento, tanto na reunião de julho, quanto na deagosto. "É interessante perceber que os integrantes do comitê jáestavam atentos aos problemas do subprime em julho, fazendoreferência à possibilidade deles afetarem os mercados decrédito", afirmou Masaaki Kanno, economista-chefe do JP MorganSecurities no Japão. "Agora nós esperamos que o Banco do Japão possa elevar ataxa de juro em novembro, no mínimo, porque o banco levaráoutros dois meses para ver como os problemas dos empréstimossubprime podem afetar a economia real a partir da análise dospróximos dados econômicos que sairão em setembro", acrescentou. (Por Tetsushi Kajimoto)

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