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BC dos Estados Unidos decide hoje se eleva os juros

O Banco Central norte-americano reavalia hoje as taxas de juros do país. A reunião começa por volta das 12h (horário de Brasília). O horário habitual para o anúncio das decisões de política monetária é 17h15 (de Brasília). Os mercados esperam uma alta dos juros em 0,25 ponto percentual, de 4,25% para 4,5%. Esta seria a 14ª alta consecutiva desde que começou a atual campanha de aperto monetário, em junho de 2004.A reunião do Federal Reserve será histórica, não tanto pelo que acontecer, já que é previsto um novo aumento das taxas de juros, mas porque marca a despedida de Alan Greenspan, que presidiu a instituição por quase duas décadas.A saída do "mestre", como descreveu o jornalista Bob Woodward na biografia de Greenspan, coincide com um período de inflexão na política monetária americana. Segundo os especialistas, as taxas de juros se aproximam do que, no jargão econômico, é conhecido como ponto "neutro", denominação usada para descrever um nível de taxas de juros que não estimula nem prejudica a economia.Evolução dos jurosDe 2004 até agora, o Fed operou em uma espécie de "piloto automático", que se traduziu em consecutivos aumentos gradativos de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros. Essa política deu os primeiros sinais de mudança após a reunião de dezembro do ano passado e a posterior publicação das "minutas" do encontro - que descrevem com detalhe o debate que acontece na reunião - garantindo que as decisões futuras estarão muito mais vinculadas à evolução dos dados. Com esse pronunciamento, o Fed deixava claro que a ameaça inflacionária que tentou evitar com altas dos juros por mais de um ano e meio, é mais branda agora.De fato, alguns economistas acreditam que se as taxas de referência forem elevadas amanhã, como todo mundo espera, o banco central americano já terá ido muito longe. "O dado do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado na sexta-feira foi o mais fraco em três anos", disse à EFE David Resler, economista-chefe da Nomura Securities International, que ressaltou que o número surpreendeu "a todos" e torna muito provável uma alta.Expectativas e avaliaçõesA proximidade do "ponto neutro" fará com que analistas e bolsas de valores analisem com muito cuidado o comunicado que o Federal Reserve emitir ao fim de cada uma de suas reuniões. Os analistas esperam que o documento, famoso por sua linguagem codificada, contenha alguma pista sobre as intenções futuras do banco central.Os economistas apontam que, embora o ciclo de altas pareça estar perto do fim, existem alguns fatores de risco que podem alterar o rumo monetário. Os preços do petróleo encabeçam a lista de potenciais desmancha-prazeres, seguidos de perto pelos desequilíbrios do déficit na conta corrente, em níveis recorde.Até agora, os Estados Unidos não tiveram problemas para atrair capital externo para financiar seu déficit público, mas o próprio Greenspan disse que a situação não é sustentável. Caso essa fonte de financiamento for interrompida, os EUA se verão em sérios apuros e terão de lidar com uma forte desvalorização de sua moeda. Assim, para muitos especialistas, o novo presidente do Fed terá de andar pisando em ovos.

Agencia Estado,

31 de janeiro de 2006 | 07h19

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