BC dos EUA corta mais US$ 10 bilhões em estímulos à economia

Se mantiver o plano, o Fed vai encerrar seu programa de estímulos à economia americana em outubro deste ano; juros ficam inalterados

Economia & Negócios

30 de julho de 2014 | 15h09

O Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos) decidiu cortar em mais US$ 10 bilhões os estímulos à economia americana. Com isso, as compras mensais de títulos, em redução desde janeiro, caem para US$ 25 bilhões a partir de agosto. A autoridade monetária também decidiu manter a taxa de juros inalterada entre zero e 0,25%.

Na reunião anterior, o Fed anunciou que deve continuar a cortar os estímulos até que eles cheguem a zero, o que deve ocorrer em outubro. O plano de redução gradual deve ser mantido se a economia americana se recuperar como o esperado. Nesta quarta-feira, 30, o Departamento de Comércio anunciou que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA avançou a uma taxa anual ajustada sazonalmente de 4% no segundo trimestre.

"A inflação se moveu para um pouco mais perto do objetivo de longo prazo", informou o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) após reunião de dois dias. Essa linguagem foi diferente da do último comunicado, sugerindo que o Fed está prestando mais atenção aos riscos inflacionários.

O banco central reiterou que provavelmente vai manter as taxas de juros perto de zero por um "horizonte relevante" após o fim das compras de títulos e repetindo que a política monetária expansionista é necessária.

O Fed tem mantido as taxas de juros overnight perto de zero desde dezembro de 2008 e mais do que quadruplicou seu balanço patrimonial para US$ 4,4 trilhões por meio de uma série de programas de compras de títulos. Mas o banco central citou melhora nas condições do mercado de trabalho e queda no desemprego, além de reconhecer o avanço da inflação.

Embora Yellen acredite que a taxa de desemprego de 6,1% do país superestime a saúde do mercado de trabalho, ela alertou neste mês que um aumento de juros poderia vir "mais cedo e ser mais rápido" que o esperado se os mercados de trabalho continuarem a melhorar mais rapidamente do que o antecipado.

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