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BC dos EUA frustra expectativas e dólar futuro vai a R$ 1,87

Cenário:

SILVANA ROCHA , O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2011 | 03h08

A decisão do Federal Reserve, o banco central norte-americano, de manter inalterada entre zero e 0,25% a taxa de juros, como era esperado, e não adotar medidas neste momento para estimular a economia nem baixar a taxa de empréstimos emergenciais desapontou o mercado financeiro ontem no final da tarde. A decepção de investidores que apostavam em nova rodada de estímulos provocou o tombo do euro para o menor valor desde janeiro, de US$ 1,3009 na mínima, além da queda das bolsas nos EUA, num claro movimento de aversão ao risco. O voo para a segurança provocou reação enfática no mercado futuro de dólar na BM&F. O contrato com vencimento em janeiro de 2012, o mais líquido, renovou a máxima da sessão, de R$ 1,8790, valorização de 1,35%, com aumento expressivo nos negócios, de 40%.

No mercado de balcão, que já tinha encerrado os negócios quando saiu a decisão do Fed, a moeda dos EUA avançou para R$ 1,8540 (0,54%), pressionada principalmente por relatos de que a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, rejeitou o aumento do limite do fundo de resgate permanente, que atualmente é de € 500 bilhões. Também pesou o rebaixamento para estável da perspectiva dos ratings da Bulgária, República Checa, Letônia e Lituânia pela agência de classificação de risco Fitch . Os comentários de Angela Merkel ofuscaram os leilões bem-sucedidos de bônus de curto prazo da Espanha, Grécia e Bélgica, incluindo a venda de títulos de curto prazo pela Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês).

Depois de terem resistido em alta durante quase todo o dia, as bolsas em Nova York se deixaram arrastar pela frustração com a decisão do Fed. O índice S&P 500 caiu 0,87%, o Dow Jones teve baixa de 0,55% e o Nasdaq declinou 1,26%. A Bovespa seguiu a evolução das bolsas norte-americanas e perdeu na retal final praticamente todo o ganho amealhado durante a sessão. Mas ainda assim conseguiu ostentar variação positiva de 0,26%, aos 57.494,85 pontos. No Brasil, além de olhar o comportamento externo, houve ontem movimentação em torno dos vencimentos hoje de índice futuro e opções sobre índice, e também de opções sobre ações, na segunda-feira, além de ajuste de carteira e zeragem de algumas posições.

O mercado de juros futuros ponderou o noticiário interno e externo para recuperar parte dos prêmios devolvidos na véspera. A avaliação do Fed não teve efeito na sessão estendida e as taxas seguiram com ligeiro viés de baixa.

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