Susan Walsh|AP
Susan Walsh|AP

BC dos EUA mantém taxa de juros, mas sinaliza elevação em dezembro

Argumento por uma elevação dos juros 'continua a se fortalecer', afirmaram os membros do Fed

O Estado de S.Paulo

02 Novembro 2016 | 16h13

O Banco Central dos Estados Unidos (Fed, na sigla em inglês) decidiu nesta quarta-feira, 2, manter a taxa de juros do país entre 0% e 0,25% e a taxa de redesconto em 1%. O Fed afirmou, porém, que o argumento por uma elevação nos juros "continua a se fortalecer". Em dezembro, a autoridade monetária realiza sua última reunião do ano.

O BC dos EUA disse que a atividade econômica "melhorou" desde o primeiro semestre, mas que espera "algumas evidências a mais" de que a economia avança rumo a seus objetivos.

No comunicado, o Fed afirmou que o mercado de trabalho continua a se fortalecer nos Estados Unidos e que a inflação "aumentou um pouco" desde o início do ano. Com isso, o banco central norte-americano espera que a inflação volte ao nível de 2% ao ano no médio prazo.

"O comitê (de política monetária) julga que o argumento para um aumento na taxa de fed funds continuou a se fortalecer, mas decidiu, por enquanto, esperar por mais algumas evidências de progresso contínuo em direção a seus objetivos", disse o Fed após a reunião, acrescentando que os riscos de curto prazo para a economia estão "quase equilibrados".

O comunicado de novembro foi semelhante ao de setembro, mas dessa vez houve o acréscimo da palavra "alguns" na avaliação de que o banco central precisa de mais evidências antes de elevar os juros. Um acréscimo semelhante foi feito no comunicado de julho ode 2015, quando os dirigentes disseram que estavam lançando as bases para o aumento da taxa de juros, que ocorreu no ano passado.

Os comentários podem ser entendidos como novos sinais de que o Fed se prepara para uma nova alta dos juros em dezembro, quando ocorre a próxima reunião. O comunicado de novembro foi semelhante ao de setembro, mas dessa vez houve o acréscimo da palavra "alguns" na avaliação de que o banco central precisa de mais evidências antes de elevar os juros. Um acréscimo semelhante foi feito no comunicado de julho ode 2015, quando os dirigentes disseram que estavam lançando as bases para o aumento da taxa de juros, que ocorreu no ano passado.

Além disso, o banco central avalia que os gastos das famílias têm crescido "moderadamente", que as expectativas de inflação baseadas no mercado avançam, que o investimento empresarial continua suave e que a autoridade monetária continua a acompanhar de perto os indicadores de inflação e de desenvolvimento global

A decisão foi tomada por 8 votos a dois. As dissidentes foram a presidente do Fed de Kansas, Esther George, e a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, que desejavam uma elevação de 0,25 ponto porcentual.

Com informações da Dow Jones Newswire.

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