BC dos EUA sinaliza que alta dos juros será mais lenta

Dirigentes do Fed continuam a prever que o juro começará a ser elevado em 2015, mas em rimo mais gradual que o previsto

Agência Estado

17 Dezembro 2014 | 17h30

Os dirigentes do Federal Reserve norte-americano continuam a prever que as taxas de juro começarão a ser elevadas em 2015, mas o ritmo das elevações deverá ser mais lento em comparação com o que eles previam em setembro. É o que consta das projeções econômicas divulgadas pelo Fed nesta quarta-feira junto com seu comunicado de política monetária.

Nas projeções, 15 dos 17 dirigentes do Fed dizem que continuam a prever que a taxa dos Fed Funds, atualmente na faixa de zero a 0,25%, começará a ser elevada em 2015; dois deles dizem acreditar que isso só acontecerá em 2016. A mediana das expectativas para o nível da taxa dos Fed Funds ao fim de 2015 está em 1,125%; para o fim de 2016, a mediana das previsões é de 2,500%; ambas são mais baixas do que as projeções divulgadas em setembro. Para 2017, a mediana das expectativas é de 3,625%.

Os dirigentes do Fed também reduziram sua expectativa quanto à inflação. A chamada tendência central (que exclui as três previsões mais altas e as três mais baixas)  para o índice de preços dos gastos com consumo (PCE) é de 1,0% a 1,6% em 2015, enquanto a projeção de setembro era de 1,6% a 1,9%. O índice de preços PCE estava em 1,4% em outubro. Para 2016, a previsão para a inflação é de 1,7% a 2,0%; para 2017, entre 1,8% e 2,0%.

As projeções para o crescimento do PIB foram mantidas inalteradas; a expectativa dos dirigentes do Fed é de que o PIB dos EUA tenha um crescimento de 2,6% a 3,0% em 2015, de 2,5% a 3,0% em 2016 e de 2,3% a 2,5% em 2017.

As novas projeções para a taxa de desemprego são de 5,2% a 5,3% em 2015, de 5,0% a 5,2% em 2016 e de 4,9% a 5,3% em 2017; em setembro, as previsões eram de 5,4% a 5,6% em 2015, de 5,1% a 5,4% em 2016 e de 4,9% a 5,3% em 2017.

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