BC é autorizado a fazer leilões de opções de vendas de títulos

O Conselho Monetário Nacional, em reunião extraordinária realizada hoje, autorizou o Banco Central a fazer leilões de opções de vendas de títulos públicos. Segundo informou o diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, a medida visa a diminuir o efeito da volatilidade dos títulos na carteira das instituições financeiras.Por estes leilões, os investidores comprarão o direito de vender o papel ao BC, numa data fixa, definida no leilão (opção européia). O preço que o detentor poderá vender o título para o BC será definido no momento do leilão. Isso ajuda o detentor a administrar a oscilação dos títulos neste momento de volatilidade do mercado, disse Figueiredo.Ele afirmou que a diretoria do BC, em reunião nesta quarta-feira, vai discutir os detalhes destas operações. Com o mercado, o BC vai escolher os títulos mais adequados para serem alvo das operações. A intenção é iniciar as operações em breve. "É para fazer no curto prazo", disse.O diretor de Política de Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, disse que a adoção dos leilões de opções de venda de títulos públicos não foi feita somente para atender aos fundos de investimentos, "mas sim, para o mercado como um todo".Segundo ele, a medida vai dar mais conforto ao mercado. "Os detentores dos títulos estarão mais seguros. Se o título desvalorizar, a opção, por outro lado, valoriza, o que dá mais conforto", disse ele, acrescentando que se o investidor comprar esse direito de opção de venda de títulos, se necessitar da liquidez, a terá no momento do exercício da opção.Figueiredo reconheceu que, no momento do exercício da opção, haverá impacto na liquidez do mercado. Mas o BC, segundo ele, enxugará a liquidez da maneira que achar mais conveniente. O diretor de Política Monetária do Banco Central disse ainda que os leilões vão ajudar na estabilidade das cotas dos fundos de investimento. "Não há dúvida que vai ajudar", disse. Figueiredo afirmou que a rentabilidade dos fundos tem sido positiva "quase que monotonicamente".Segundo ele, uma "parcela importante" dos fundos de investimento já recuperou as perdas ocorridas com mudança nas regras de marcação dos títulos nas carteiras. "Os resgates dos fundos têm sido cadentes. Não está tendo sangria", ressaltou. Ele destacou também que nos títulos mais curtos o deságio tem diminuído.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.