BC eleva previsão de alta do crédito em 2009 para 15%

O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes, informou hoje que foi revisada para cima a projeção para a expansão do volume total de crédito no País, de 14% para 15%. De acordo com ele, esta nova estimativa prevê um avanço do mercado em 16% no caso de pessoa física; de 13%, para pessoa jurídica, e de 16% no caso do crédito direcionado. Altamir lembrou que este último segmento vem sofrendo forte influência do setor de habitação, que cresce na casa de 40% ao ano.

CÉLIA FROUFE E FERNANDO NAKAGAWA, Agencia Estado

25 de junho de 2009 | 12h29

O BC revisou também a projeção para a participação do crédito no Produto Interno Bruto (PIB). O chefe do Depec disse que agora a autoridade monetária prevê a participação de 45% do crédito no dado referente à soma de todas as riquezas produzidas no País, ante taxa de 44% esperada em março. "As expectativas estão melhores, porque estamos vendo uma recuperação mais rápida do mercado de crédito", explicou.

Dados parciais

Altamir anunciou ainda dados parciais das operações de crédito em junho. Segundo ele, o saldo das operações de crédito com recursos livres cresceu 0,6% este mês até a segunda-feira da semana passada (dia 15), na comparação com o fim de maio. Essa expansão foi liderada pelas operações voltadas às pessoas físicas, que cresceram 1,5% no período. Nos empréstimos para empresas, houve retração de 0,1%, motivada pela valorização cambial.

Altamir também informou que o juro médio no crédito livre caiu para 37,1% em 15 de junho, de um nível de 37,9% no fim de maio. Nas pessoas físicas, a taxa média praticada caiu de 47,3% para 46,7%. Nos empréstimos para pessoas jurídicas, a taxa passou de 28,5% para 27,7%.

Já os spreads bancários (diferença entre o juro de captação e empréstimo) voltaram a cair em junho. Segundo dados do BC, a média dos spreads no crédito livre está em 27,6 pontos porcentuais (pp) em junho até o dia 15. Nas operações para as pessoas físicas, o spread caiu nesse período de 37,4 pp para 36,8 pp. Nos empréstimos para empresas, o spread caiu de 18,7 pp para 18,3 pp.

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