BC eleva projeção de crescimento do crédito em 2011 para 17%

Evolução do estoque de concessões em 2011 deve superar ritmo considerado ideal pelo governo, de 15%

Eduardo Rodrigues e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

27 de setembro de 2011 | 17h47

BRASÍLIA - O forte ritmo de expansão do crédito no País, que chega a 10,7% no ano e acumula crescimento de 19,4% em 12 meses até agosto, levou o Banco Central a revisar sua projeção de aumento em 2011 de 15% para 17%. Com isso, a evolução do estoque de concessões este ano deve ficar acima do ritmo que já foi tido como ideal pelo governo, que era exatamente de 15%. Com isso, a estimativa para a relação crédito/PIB passou de 48% para 49%.

A estimativa de crescimento para o saldo no crédito livre também aumentou, de 14% para 16%. Até agosto, a expansão foi de 9,9%. Da mesma forma, o crédito direcionado teve projeção ampliada de 17% para 19%. Nos oito primeiros meses de 2011 a expansão no segmento foi de 12,3%.

O Banco Central também reviu suas estimativas para o crédito concedido pelos bancos públicos (de 15% para 18%) e pelas instituições privadas nacionais (de 15% para 17%). Apenas a projeção para os bancos privados estrangeiros foi mantida, em 16%.

De acordo com o chefe do departamento econômico do Banco Central, Túlio Maciel, a revisão nas previsões foi causada principalmente pela evolução do crédito até agosto. Ele alegou, porém, que a tendência de crescimento apresenta uma "moderação verificável". "As medidas macroprudenciais do começo do ano foram determinantes para isso, sobretudo para pessoas físicas em modalidades de prazos mais longos que vinham crescendo em ritmo acentuado, como aquisição de veículos e crédito consignado", acrescentou.

Maciel destacou que a expansão do crédito em 2010 foi de 20,6% e havia chegado a 31,1% em 2008. "A previsão para esse ano está abaixo de todos os resultados desde 2005, com exceção de 2009 quando o impacto da crise reduziu o desempenho para 15,2%", completou.

Maciel destacou que a expansão do crédito em 2010 foi de 20,6% e havia chegado a 31,1% em 2008 e, portanto, o indicador está desacelerando. "Crescer 17% é um ritmo adequado e sustentável para o Brasil. A previsão para esse ano está abaixo de todos os resultados desde 2005, com exceção de 2009 quando o impacto da crise reduziu o desempenho para 15,2%", completou.

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