bolsa

E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

BC espera elevação dos preços livres em junho e julho

A diretoria do Banco Central espera um crescimento maior dos preços livres - que não estão sob administração direta ou supervisão do governo - para os meses de junho e julho, em relação ao apurado em maio, o que pressionará a inflação. De acordo com a ata da última reunião do Copom, alguns fatores justificam essa expectativa, como, por exemplo, a reversão na queda dos preços agrícolas, que segundo os diretores do BC já é manifestada nos preços praticados no atacado. "Além disso, a recente depreciação cambial deve pressionar os preços livres nos próximos meses", afirmam os diretores. O Copom ressalta, entretanto, que este impacto do câmbio pode ser contido. Um dos elementos que pode conter o efeito da escalada do dólar é o próprio ritmo lento de crescimento da economia brasileira. "Além disso, durante os primeiros quatro meses do ano, os preços estabelecidos utilizavam como parâmetro, provavelmente, uma taxa de câmbio mais depreciada do que a efetivamente observada. Da mesma forma, os agentes econômicos podem estar definindo os preços com base numa taxa de câmbio mais apreciada do que aquela que vem sendo efetivamente observada", explicam os diretores, na ata. Os preços administrados pelo governo também deve pressionar a inflação em junho e julho, segundo análise do Copom. Isso porque nesse período haverá uma concentração de reajustes nas áreas de energia elétrica e telefonia fixa (já anunciada ontem pela Anatel). Há também o anúncio feito pela Petrobrás de reajuste de 9,2% na refinaria para o preço do gás de cozinha, que entrou em vigor no dia 1º de junho. A projeção para a inflação dos preços administrados, entretanto, é menor do que o previsto no cálculo do repasse cambial. Isso porque houve uma queda no preço internacional dos derivados de petróleo. "Por isso, o efeito primário do choque dos administrados reduziu-se para um valor próximo a 0,5 ponto porcentual", explicam os diretores do BC. Por outro lado, o impacto da inércia inflacionária de 2001 sobre 2002 aumentou de 0,7 ponto porcentual para 0,9 ponto porcentual. Com esses ajustes, a meta para a inflação de 2002 calculada pelo BC passa agora a situar-se no intervalo de 4,5% e 5%. Na reunião de maio do Copom a estimativa era de que a inflação este ano ficaria "um pouco acima" de 5%. Nas avaliações feitas pelo Copom sobre o comportamento recente da inflação, foi destacada a queda do núcleo do IPCA de abril para maio. O o núcleo de inflação do IPCA passou de 0,56% em abril para 0,51% em maio. Nos últimos 12 meses esse núcleo registrou uma variação de 7,58%. Os diretores do BC destacam ainda que a variação acumulada pelo IPCA - como um todo - em 12 meses terminados em maio foi de 7,77%, valor abaixo do observado em abril (7,98%) e próximo ao valor de março (7,75%). "Os preços livres contribuíram para a inflação com 4,05 pontos porcentuais e os preços administrados por contrato ou monitorados, com 3,72 pontos porcentuais", ressaltam os diretores, na ata. Os membros o Copom frisam ainda que as expectativas do mercado com relação ao comportamento da inflação para 2002 e 2003 continuam estáveis, em 5,46% e 4%, respectivamente.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.