ED FERREIRA/ESTADAO
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Levy diz que BC está e deve continuar vigilante

Ministro da Fazenda afirmou que postura do Banco Central deve ser mantida para trazer inflação para 4,5% em 2016; ele negou que a alta de preços esteja fora de controle

Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2015 | 12h13

BRASÍLIA - Um dia depois da divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu 0,74% em maio e registrou o maior resultado para o mês desde 2008, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o Banco Central está "vigilante e deverá continuar vigilante para que nós possamos trazer a inflação em 2016 para 4,5%". 

Questionado pelo Broadcast, serviço de informações da Agência Estado, se a inflação não estaria fora do controle, o ministro respondeu, brevemente, ao entrar no carro oficial: "Não."

Nesta quinta-feira, 11, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que elevou a Selic para 13,75% no início do mês. No documento, o BC elevou a projeção para alta de preços administrados e reforçou apostas de maior aperto nos juros.

Sob pressão da alta dos preços dos alimentos e da energia elétrica, a inflação acelerou em maio e ficou acima das expectativas do mercado. Isso levou investidores a apostarem em novas altas da taxa de juros, para tentar conter a escalada dos preços. Além disso, economistas dizem que ficou mais difícil para o BC entregar a inflação no centro da meta, de 4,5%, em 2016, como vem prometendo.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,74% em maio, o maior resultado para o mês desde 2008. A taxa acumulada em 12 meses subiu mais um degrau e, aos 8,47%, está no maior nível desde dezembro de 2003, informou o IBGE.

"Esse é um trabalho conjunto (levar a inflação para o centro da meta). E é muito importante a inflação estar convergindo para criar confiança na sociedade para aquele plano de R$ 198 bilhões das concessões poder ir para frente porque requer confiança, credibilidade, estabilidade na economia", disse Levy, referindo-se ao plano de investimento em logística anunciado pelo Planalto na terça-feira, 9.

Levy falou com a imprensa ao deixar o anexo do Palácio do Planalto, onde está localizado o gabinete do presidente da República em exercício, Michel Temer. O ministro da Fazenda saiu do local ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). No momento, o governo tenta garantir a aprovação do projeto de lei que revê a política de desoneração da folha de pagamento, votação considerada crucial pelo governo para "virar a página" do ajuste fiscal. De acordo com o ministro da Fazenda, a reunião com Temer foi para tratar do "crescimento do Brasil".

Mais cedo, a presidente Dilma Rousseff disse que "o Brasil não pode conviver com inflação alta", mas "já está tomando todas as medidas" para estabilizar os preços. Indagada sobre a crise internacionais e seus desdobramento, a presidente afirmou que a "marolinha" "virou onda".

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