Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

BC europeu muda o tom e admite riscos para economia real

De acordo com presidente do BCE, os riscos de contágio de uma recessão nos EUA sobre Europa aumentaram

Carolina Ruhman, da Agência Estado,

07 de fevereiro de 2008 | 12h38

O Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa de juros da região inalterada em 4% ao ano. Apesar de esperada, a decisão mexeu com os mercados na Europa, já que as declarações do presidente do banco, Jean-Claude Trichet, mostraram um tom pessimista com as expectativas de crescimento da região.  Mais pessimista do que na reunião de janeiro, na qual a expectativa era de que o crescimento ficaria em linha com o potencial da região, desta vez Trichet admitiu que a "desaceleração nas economias de alguns dos maiores parceiros comerciais da zona do euro deve ter um impacto sobre o crescimento real do PIB da zona do euro em 2008". Este aumento do pessimismo, segundo ele é resultado de uma reavaliação do risco nos mercados financeiros e das incertezas em relação ao impacto de uma desaceleração na economia norte-americana sobre a economia real de outros países. Ele explicou que há uma incerteza extraordinariamente alta sobre o impacto da turbulência dos mercados financeiros sobre a economia real, principalmente sobre as condições de financiamento e o sentimento econômico. Segundo Trichet, "mais dados e análises serão necessários para obter um cenário mais completo do impacto dos desdobramentos do mercado financeiro sobre as carteiras dos bancos, as condições de financiamento e o crescimento monetário e de crédito". Trichet disse que o BCE vai continuar a ser previsível para os mercados em sua postura de política monetária, mas repetiu que o BCE não está comprometido de antemão com mudanças nas taxas de juros. "As surpresas têm sido muito raras, e isso deve continuar". Inflação em alta O presidente do Banco Central Europeu disse ainda que vê riscos de alta para a estabilidade dos preços no médio prazo e informou que a decisão do BCE de manter os juros estáveis em 4,0% foi unânime. Segundo ele, a decisão reflete esta expectativa de alta dos preços, "em um contexto de crescimento monetário e de crédito muito vigoroso". Ele destacou seu compromisso de prevenir os efeitos secundários de inflação, que consistem no contágio dos preços mais elevados de alimentos e petróleo sobre o estabelecimento dos salários e dos preços em geral. Afirmou também que os fortes riscos de curto prazo para a inflação "não devem contagiar o médio prazo". Contudo, Trichet não deixou de reforçar que os fundamentos da economia da zona do euro continuam sólidos, mas indicou que as novas projeções da equipe do BCE devem ver crescimento mais lento. Decisões O BCE tem até agora resistido a seguir os cortes de juros de Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. Nesta quinta-feira, ,7, o Banco da Inglaterra reduziu a taxa de juro em 0,25 ponto percentual, para 5,25%, para ajudar a economia britânica. Este foi o segundo corte desde dezembro devido a preocupações de que uma forte desaceleração nos Estados Unidos possa atingir a atividade mundial. Na zona do euro, recentes indicadores econômicos têm sinalizado para um crescimento menor na Espanha, Itália e Portugal.

Tudo o que sabemos sobre:
Crise nos EUAJuro na Europa

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.