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BC europeu pede mais atenção à inflação

Instituição elogiou melhora nos fundamentos da economia brasileira

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2011 | 00h00

Basiléia - Falando em nome dos principais bancos centrais do mundo, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, elogiou o comportamento das autoridades monetárias do Brasil, mas alertou para a necessidade de que os BCs mantenham atenção total em relação à inflação. O francês, que ontem comandou a reunião entre chefes das finanças internacionais, pediu para que "não haja complacência" em relação às taxas de juros, na garantia de liquidez e, portanto,no funcionamento dos mercados."Progressos muitos significativos foram feitos nos países emergentes e isso é verdade em especial para o Brasil. Os fundamentos da economia sofreram uma melhora considerável, há solidez nas políticas adotadas e progresso na promoção de um mercado financeiro local genuíno, que se mostrou eficiente e muito estável diante das circunstâncias", afirmou Trichet.Para o presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, a medida de vigilância pedida seria traduzida no País no combate à inflação. "Não ser complacente significa que precisamos ter atenção em nossas missões fundamentais. De um lado, a estabilidade de preços, do outro, o bom funcionamento dos mercados. No Brasil, a liquidez tem se mantido em níveis normais", afirmou, lembrando que a avaliação sobre a inflação será divulgada na ata do Copom, neste semana.Para Trichet, a vigilância redobrada é necessária diante do aumento das incertezas. "Estamos vendo uma maior volatilidade e um comportamento errático dos mercados", disse. "Precisamos monitorar cuidadosamente o que ocorre. Não é o momento de complacência." Para ele, não ser complacente significa garantir o pleno funcionamento do sistema financeiro e a manutenção dos níveis de juros e continuar a ancorar as expectativas de inflação. Isso, diz, permitiria que a economia global continuasse crescendo. "Essa atuação é fundamental num momento de correção dos riscos e com elementos de turbulências. Temos de garantir a estabilidade de preços."Entre os banqueiros, o temor em relação à inflação era evidente. "O tema foi levantado por quase todos os BCs", admitiu um representante árabe. "Essa é uma preocupação real." O chefe do BC da China, Zhou Xiao Chuan, não escondia que a pressão inflacionária está entre os principais pontos críticos da economia de seu país.

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