BC facilita o troco

Banco encomenda moedas e notas

Fernando Nakagawa, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

10 de setembro de 2009 | 00h00

Se depender do Banco Central (BC), as balas dadas como troco estão com os dias contados. Ontem, a instituição anunciou o maior programa de aumento de circulação de moedas e notas de pequeno valor desde a criação do Plano Real. Serão colocadas no mercado 1,4 bilhão de novas moedas, principalmente de R$ 1 e R$ 0,50, e 460 milhões de cédulas de R$ 2 e R$ 5. A intenção é elevar a oferta de troco, reclamação antiga de comerciantes e clientes.

Desde a adoção do real, em 1994, o BC pôs em circulação 14 bilhões de moedas. Ao contrário das cédulas, que sofrem deterioração com o tempo, as moedinhas não são recolhidas. Até hoje, é comum encontrar moedas produzidas há 15 anos, em 1994. O problema é o chamado "entesouramento", quando há a guarda ou o esquecimento do dinheiro. É o que explica boa parte da falta de troco.

Para amenizar a situação, o BC pediu à Casa da Moeda a produção. São quase oito moedas para cada um dos 190 milhões de brasileiros. Esse dinheiro vai custar R$ 200 milhões. Também vão ser produzidas 460 milhões de cédulas. Serão 350 milhões de notas de R$ 2, o que vai aumentar a circulação dessa cédula em 50%, e 110 milhões de R$ 5. O gasto será de R$ 120 milhões.

O diretor de Administração do BC, Anthero Meirelles, explicou que será dada prioridade à impressão de cédulas de menor valor porque são as mais usadas pela população. "Por isso, as mais desgastadas", explicou.

Na média, uma cédula de R$ 2 circula por 12 meses. Depois desse período, fica sem condições de uso e é retirada de circulação pelos bancos.

O dinheiro novo chegará à população por meio de dois canais. O principal será o sistema financeiro. Mas haverá também um canal direto com pequenos comerciantes. A partir de 14 de setembro, eles poderão trocar cédulas de grande valor em postos no Banco do Brasil. A troca será gratuita. Os guichês atenderão inicialmente por dois ou três meses.

A novidade se restringe a apenas um ponto de troca por Estado. Em São Paulo, uma agência do BB na Rua São Bento, no centro, vai atender todo o Estado. Segundo Meirelles, a necessidade de outros locais será avaliada conforme o andamento do programa.

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