BC fará proposta de reposição de dias de greve, diz Bernardo

Servidores são contra desconto de dias parados; Banco Central quer hora extra

Agencia Estado

14 de junho de 2007 | 16h49

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, informou nesta quinta-feira, 14, que a direção do Banco Central fará uma proposta de reposição dos dias parados dos servidores da instituição, que estavam em greve. Segundo o ministro, os servidores gostariam que não houvesse desconto de nenhum dos dias parados, mas o Ministério do Planejamento não concordou. Paulo Bernardo disse que a direção do Banco Central informou que precisará que os funcionários façam horas extras para colocar em dia o serviço. "Se existe isso, parece razoável que uma parte dos dias seja transformada em trabalho extraordinário. E a gente vai discutir qual a proporção que vai ser feita", disse o ministro, acrescentando que o Ministério do Planejamento não admite a reposição de todos os dias. Segundo ele, seis dias no mês de abril já foram descontados na folha de pagamento de maio. "Nós admitimos a possibilidade de negociar, mas nós não fechamos nada. Eles queriam a reposição de todos os dias, mas nós não concordamos", afirmou o ministro.Paulo Bernardo esteve reunido com representantes de Organizações Não governamentais (ONGs) que querem uma participação maior na elaboração do Plano Plurianual (PPA). O ministro explicou que existe um decreto do presidente da República, que cria um comitê formado por ONGS. A idéia, segundo o ministro, é instalar esse comitê no máximo em duas semanas. No primeiro mandato do governo Lula, de acordo com Bernardo, foram feitas mais de 30 conferências nacionais, além das conferências estaduais e municipais, da qual participaram cerca de 2 milhões de pessoas. "Para nós é fundamental que essa experiência seja refletida no PPA", disse o ministro.

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