BC faz alerta sobre subsídio

O governo não aceita conceder subsídios generalizados, via projeto de lei, aos mutuários do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) com contratos sem cobertura do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS). O recado foi dado pelo chefe do Departamento de Normas do Banco Central, Carlos Eduardo Lofrano, aos parlamentares da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara do Deputados, que estudam uma saída para esses contratos do SFH cujo saldo devedor, hoje, é superior ao valor do imóvel no mercado.O representante do Banco Central considerou "inoportuna a intervenção por lei impositiva". Ele argumentou que é ilusório supor que o governo arcaria com esse custo, estimado em mais de R$ 15 bilhões só na Caixa Econômica Federal. Ele seria pago, de uma forma ou de outra, por toda a sociedade.Ele lembrou que ultrapassam a marca de RS 60 bilhões os subsídios arcados pelo tesouro nacional do SFH com cobertura do fundo. O Tesouro cobre o resíduo de saldo devedor ao final dos contratos. O Banco Central defende a proposta, apresentada pela Caixa Econômica Federal, de que a renegociação dos financiamentos seja feita caso a caso, entre o mutuário e seu agente financeiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.