BC faz leilão de swap reverso para conter dólar, após subir juro

Um dia depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) dar o pontapé inicial no ciclo de aumento da taxa Selic, o Banco Central voltou à cena ontem para anunciar que realiza hoje um leilão de até 20 mil contratos de swap cambial reverso, equivalentes a US$ 1 bilhão. Ao vender swap reverso ao mercado, que é um contrato negociado no mercado futuro, o BC fica comprado em dólar e vendido em taxa de juros. Conhecida a luta do governo para combater a valorização do real, foi inevitável a leitura de que a autoridade monetária teve de atuar rapidamente para evitar que o juro mais alto estimulasse novas operações de arbitragens, uma vez que o diferencial das taxas domésticas e no exterior se ampliou, favorecendo mais a entrada de dólares no País. Como o leilão foi anunciado com os mercados já fechados, a reação do câmbio doméstico ficou para hoje. Nessa quinta-feira, o dólar teve leve alta de 0,06%, para R$ 1,6730 no balcão - após três quedas consecutivas.

Márcio Rodrigues, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2011 | 00h00

O segmento de juros repercutiu a decisão do Copom, tanto o aumento de 0,50 ponto da Selic, para 11,25% ao ano, quanto o comunicado da reunião. Os vencimentos curtos cederam, enquanto os médios e longos terminaram entre estabilidade e alta. A curva de juros refletiu o ceticismo dos agentes sobre a eficácia da estratégia do BC, de aliar política monetária e medidas macroprudenciais, em reconduzir a inflação de 2011 para o centro da meta de 4,5%. A taxa para março de 2011 caiu a 11,14%, de 11,16% na véspera, e para janeiro de 2013 subiu de 12,71% para 12,74%.

Em linha com as bolsas internacionais, a Bovespa caiu 0,71%, aos 69.561,53 pontos. No mês e ano, o índice à vista sobe 0,37%.

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