BC faz nova intervenção e dólar recua

O mercado financeiro começa o dia com as mesmas incertezas que dominavam o cenário no final da semana passada. As atenções estão voltadas para os rumos da reação norte-americana aos ataques terroristas, que serão decisivos para as perspectivas econômicas mundiais. A única certeza neste momento é que quanto mais duradouros e longos os conflitos, maiores os impactos na atividade econômica dos países, principalmente dos emergentes, cujas economias são dependentes de capital estrangeiro.O Banco Central (BC) realizou há pouco mais um leilão de NBC-E (títulos cambiais) - 500 mil títulos com vencimento em 11 de abril de 2002 -, aumentando a oferta de hedge aos investidores. Na sexta-feira, com a escalada forte das cotações, o BC realizou seis leilões (veja mais informações no link abaixo).O dólar comercial começou o dia cotado a R$ 2,7950 e há pouco, após o leilão de títulos, era vendido a R$ 2,7700, com queda de 2,29% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 1,62%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 25,650% ao ano, frente a 24,550% ao ano ontem.Nos Estados Unidos, as bolsas começaram o dia em alta. O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera com alta de 2,69%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - está em alta de 2,99%.Dólar deve permanecer em altaApesar do recuo apresentado pelas cotações do dólar, a expectativa é de que a pressão sobre a moeda norte-americana continue. As incertezas em relação aos rumos da economia mundial faz com que os investidores busquem ativos mais seguros, como ouro e o dólar. Esta situação provoca uma escassez ainda maior de moeda norte-americana no mercado interno, fortalecendo a alta do dólar.Nesta manhã, segundo informações da Dow Jones, o banco J.P. Morgan reduziu a recomendação para o Brasil em sua carteira modelo para "underweight", de "marketweight", citando possibilidade de elevação na aversão ao risco por mercados emergentes, diante dos ataques terroristas ocorridos nos EUA. Segundo apurou a editora Cynthia Decloedt, a instituição explicou que o Brasil é vulnerável a um possível enfraquecimento contínuo nos fluxos de capital, diante de suas elevadas necessidades de capital. Os papéis da dívida do País, segundo a instituição, permanecem como principal componente dos fundos voltados para mercados emergentes de fundos dedicados (veja mais informações sobre a tendência para o dólar no link abaixo).Eventos na semanaAmanhã, será divulgado o índice de confiança do consumidor norte-americano. O resultado deve sinalizar as perspectivas para o mercado de consumo do país - responsável por 70% da economia norte-americana. Após os ataques terroristas, segundo os analistas, cresceram as possibilidade de que os Estados Unidos entrem em recessão e este dado, se vier negativo, poderá mexer com os mercados. No Brasil, na quinta-feira, será divulgada a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) referente à reunião da semana passada, que decidiu pela manutenção da taxa básica de juros, Selic, em 19% ao ano. Não deixe de ver no link abaixo as principais perspectivas para a semana no mercado financeiro e as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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