BC flexibiliza financiamento às exportações

Exportadores poderão voltar a fazer operações de pré-pagamento com instituições financeiras ou empresas que não sejam as importadoras de seus produtos

Renata Veríssimo e Anne Warth, da Agência Estado,

28 de junho de 2012 | 18h14

BRASÍLIA - O Banco Central alterou novamente o funcionamento de uma das operações de financiamento às exportações, o chamado Pagamento Antecipado (PA). O prazo foi mantido em no máximo 360 dias, mas a origem dos recursos foi flexibilizada.

Em março, o BC havia fixado que a origem dos recursos desse financiamento ao exportador deveria ser exclusivamente do comprador dos produtos ou serviços. Ou seja, do importador. Agora, o BC volta a permitir que instituições financeiras ou outras empresas possam ser a origem dos recursos.

Em março, quando mudaram a norma, a preocupação do BC era que muitas empresas poderiam usar o PA - que não paga IOF ou Imposto de Renda - para trazer recursos ao Brasil e investi-los em aplicações financeiras, como a renda fixa. Em janeiro e fevereiro de 2012, o volume de PAs cresceu 46% na comparação com igual período de 2011. O volume de exportações, porém, não reagiu com o mesmo ritmo.

A justificativa para voltar atrás na decisão é que houve um encarecimento do crédito. "Vai facilitar a captação de recursos. É um canal importante de financiamento à exportação. Achamos que não deveríamos preservar esta limitação", afirmou o secretário executivo do BC, Geraldo Magela Siqueira. "É um ajuste de medida. Estamos dando uma alternativa a mais, que barateia e simplifica", completou. Segundo ele, o crescimento desordenado desse tipo de crédito já foi contido.

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