BC: impacto da crise nos emergentes depende da China

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, aponta que a China terá um "papel-chave" para determinar até que ponto os demais emergentes serão ou não impactados pelas turbulências no mercado. Mas garantiu que o Brasil "está mostrando grande resistência e é um exemplo particularmente brilhante" de como uma economia está evitando ser contaminada pela crise. Meirelles ainda mantém a previsão do crescimento do PIB em 4,5% para 2008, ainda que evite comentar se o País conseguirá obter o status de grau de investimento neste ano. "A chave hoje é não apenas a dimensão de desaceleração americana e se haverá recessão, mas além disso quais serão os mercados completamente atingidos e o comportamento específico da China", afirmou Meirelles, admitindo que alguns já estão sendo afetados. Na avaliação do presidente do BC, o mercado estará acompanhando de perto como a desaceleração nos EUA será sentida na China. Segundo ele, isso teria um impacto nos demais países asiáticos e mesmo em outras regiões. "Se a China não resistir, não há dúvida de que o cenário será outro para o Brasil. Se o mundo todo desacelerar ao mesmo tempo, isso terá um certo efeito no Brasil", afirmou. Sobre a possibilidade de obter o status de grau de investimento, Meirelles é cauteloso. "Quando vier, virá".

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