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BC: inadimplência é resultado de movimentos pontuais

O nível recorde da inadimplência no crédito livre foi explicado como um resultado de movimentos pontuais, principalmente em alguns empréstimos para empresas. De acordo com o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, tem pesado o aumento dos atrasos nos descontos de duplicatas e conta garantida, duas das mais comuns operações de crédito entre as pessoas jurídicas, sobretudo entre as de menor porte.

FERNANDO NAKAGAWA, Agencia Estado

26 de agosto de 2009 | 12h21

De acordo com dados do BC, a inadimplência no desconto de duplicatas cresceu de 7,7% em junho para 8,5% em julho. Essa é a maior taxa de atraso entre todas as operações para as empresas e mais que o dobro da média do segmento pessoa jurídica, cuja inadimplência terminou o mês passado em 3,8%. Outra linha que chama a atenção é a conta garantida, uma espécie de cheque especial das empresas. Nessa operação, o atraso superior a 90 dias cresceu de 4,5% para 4,7%.

Apesar dos números ruins, Altamir repetiu avaliação feita no mês passado de que a inadimplência nas empresas deve cair nos próximos meses. Segundo ele, essa avaliação é respaldada pela perspectiva de queda dos atrasos inferiores a 90 dias. Segundo o BC, 2,3% dos empréstimos para empresas estavam em julho com atraso de até três meses, mesmo patamar de junho e abaixo de maio, quando a parcela era de 2,7%.

Crédito no PIB

Altamir Lopes anunciou que foi elevada a previsão para o nível da participação do crédito total no Produto Interno Bruto (PIB) no fim do ano. De acordo com a projeção oficial da instituição, a estimativa para o indicador subiu de 45% para 47% ao final de dezembro de 2009. Altamir explicou que o recente desempenho da concessão de crédito, que superou a estimativa anterior do BC, fez com que a estimativa fosse revista para cima.

Entre as operações recentes do mercado, a que mais influenciou a decisão foi o empréstimo de R$ 25 bilhões concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a estatal Petrobras. Esse financiamento bilionário inflou os números de julho do mercado. Na comparação entre julho e junho, a carteira total de empréstimos cresceu 2,6%. Sem a Petrobras, a expansão teria sido bem menor, de 0,7%. Foi graças à essa operação que a participação do crédito no PIB saltou de 43,9% para 45% entre junho e julho. Sem a Petrobras, o indicador teria fechado o mês passado em cerca de 44,2%.

Altamir informou também que o estoque de operações de crédito livre cresceu 0,2% em agosto, conforme levantamento até o dia 14, na comparação com julho. Segundo ele, essa expansão foi liderada pelos financiamentos para pessoas físicas, cujo estoque aumentou 1,4% na mesma base de comparação. Nas operações para empresas, o saldo dos empréstimos teve contração de 0,8%.

Quanto ao juro, as taxas continuam em queda, o que deve fazer com que agosto seja o nono mês seguido com redução. Na média, a taxa caiu de 36% em julho para 35,7% ao ano. Essa retração foi liderada pelas operações para pessoas físicas, cujo juro caiu de 44,9% para 44,6%. Nas operações para pessoas jurídicas, a retração foi de 26,7% para 26,6%.

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